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Alexandre de Moraes exige que governador do Rio detalhe ação contra o Comando Vermelho

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, apresente uma série de informações detalhadas sobre a operação policial realizada em 28 de outubro de 2025 nos complexos do Alemão e da Penha, zona norte da capital fluminense. A ação teve como alvo o Comando Vermelho (CV) e resultou em mortos, feridos e detenções.

A decisão foi proferida no âmbito da ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, que impõe regras e limitações às operações policiais em comunidades do Rio. Moraes quer explicações circunstanciadas sobre o cumprimento das determinações judiciais que regulam esse tipo de ação.

Entre as exigências do ministro, estão:

  • Relatório completo sobre a operação, com justificativa formal e definição do grau de força empregado;
  • Identificação dos agentes e forças de segurança envolvidos, além dos armamentos utilizados;
  • Número oficial de mortos, feridos e pessoas presas;
  • Adoção de medidas para responsabilizar eventuais abusos ou violações de direitos humanos, incluindo o uso de câmeras corporais e câmeras em viaturas;
  • Assistência às vítimas e suas famílias, com comprovação da presença de ambulâncias;
  • Preservação do local do crime, comunicação imediata ao Ministério Público e atuação da polícia técnico-científica;
  • Acompanhamento das corregedorias das polícias Civil e Militar;
  • Justificativa para a realização da operação em horários escolares, e explicação caso escolas ou unidades de saúde tenham sido utilizadas como base operacional.

Moraes também determinou a realização de audiências presenciais no Rio de Janeiro, marcadas para o dia 3 de novembro de 2025, com autoridades estaduais. O cronograma definido prevê reuniões com:

  • O governador Claudio Castro, o secretário de Segurança Pública, o comandante da PM, o delegado-geral da Polícia Civil e o diretor da Polícia Técnico-Científica, às 11h;
  • O presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, às 13h30;
  • O procurador-geral de Justiça, às 15h;
  • E o defensor público-geral do Estado, às 16h30.

Na decisão, Moraes reforça que o governador deverá apresentar informações detalhadas e documentadas sobre todos os pontos listados, de modo a permitir a avaliação do STF sobre a legalidade da operação.

“Cumpra-se”, determinou o ministro, em despacho assinado digitalmente nesta quarta-feira, 29 de outubro de 2025, em Brasília.