Durante a votação realizada nesta semana na Câmara Municipal de Campo Grande, a vereadora Ana Portela votou contra a concessão de isenção fiscal que pode chegar a R$ 12 milhões ao Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo da Capital
Relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o serviço de transporte público no município, Ana Portela destacou que a medida é injusta com a população, especialmente diante das falhas apontadas no relatório final da comissão.
“É injusto que a população pague essa conta. Estamos falando de milhões que poderiam ser investidos em saúde, infraestrutura, recuperação de ruas, uniformes escolares e em tantas outras áreas que realmente precisam de atenção”, afirmou.
A parlamentar reforçou que a CPI identificou problemas estruturais graves na prestação do serviço, como veículos em condições inadequadas, falhas na execução contratual e prejuízos diretos aos usuários.
“Se fosse um serviço de qualidade, seria outra história. Mas o Consórcio não entrega o mínimo que é um transporte público digno. É um absurdo conceder benefício a uma empresa que não cumpre plenamente sua obrigação contratual”, declarou.
Ana também questionou a manutenção do contrato e cobrou providências do Executivo.
“Se existe um contrato, ele precisa ser executado. Se não está sendo cumprido, é preciso tomar as medidas cabíveis. Ao invés de discutir isenção, deveríamos debater como garantir um transporte eficiente para a população.”
Como relatora da CPI, a vereadora reafirmou que seu voto é coerente com o trabalho técnico realizado.
“Meu voto é contra porque tenho responsabilidade com o que foi apurado. A população não pode continuar pagando por um serviço que não atende suas necessidades.”