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André Mendonça revela quebra de iCloud de “Sicário” e afirma que investigação ainda pode produzir novas revelações

Relator disse que dados armazenados em nuvem estão sendo analisados e sinalizou que novos personagens podem surgir na Operação Compliance Zero.

Um dos momentos mais impactantes da sessão da Segunda Turma do STF ocorreu quando o ministro André Mendonça abordou novamente a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário” nas investigações da Polícia Federal.

Ao falar sobre o caso, o relator revelou que determinou a quebra dos dados armazenados no iCloud do investigado.

Segundo Mendonça, o conteúdo recuperado ainda está sendo analisado e poderá trazer novos elementos para a investigação.

O ministro afirmou que inicialmente chegou a cogitar a hipótese de uma possível queima de arquivo, mas posteriormente concluiu que a morte ocorreu por suicídio.

Ainda assim, destacou que os arquivos digitais deixados por Sicário continuam sendo considerados relevantes para o avanço das apurações.

“Tem mais coisa por vir. Vamos ver o que virá de lá”, declarou.

A afirmação foi interpretada como um indicativo de que a Operação Compliance Zero pode atingir novos alvos nos próximos meses.

Mendonça também mencionou que há personagens ainda não identificados completamente pela investigação e que parte da estrutura criminosa apontada pela Polícia Federal permanece em fase de apuração.

Eu não sou cego”, diz André Mendonça ao denunciar supostas tentativas de enfraquecer investigação do caso Master

Além de defender a manutenção das prisões preventivas, André Mendonça utilizou a sessão desta terça-feira para fazer alertas públicos sobre o que considera tentativas de interferência nas investigações relacionadas ao caso Master.

Em uma das falas mais fortes do julgamento, o ministro afirmou que acompanha atentamente movimentações que, segundo ele, buscam comprometer a apuração dos fatos.

“Parece que certos setores atuam para criar um vício. Há um sistema articulado para isso. Eu não sou cego, eu estou assistindo os movimentos.”

A declaração foi feita em meio ao debate sobre a legalidade das prisões e sobre a condução da investigação.

Mendonça também afirmou que sua preocupação está voltada exclusivamente para os fatos apurados pela Polícia Federal.

“Eu estou preocupado em pegar o que a investigação determinar. Não estou preocupado se será todo mundo ou não. Estou preocupado com o que a minha investigação vier a esclarecer.”

O ministro ainda indicou que a investigação pode alcançar novos envolvidos à medida que provas atualmente em análise forem incorporadas aos autos.

As declarações reforçam a avaliação de que a Operação Compliance Zero está longe do fim e que seus desdobramentos podem continuar produzindo repercussões relevantes no Judiciário e nos meios político e empresarial do país.