A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de decretar a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã deste sábado (22) provocou forte reação entre apoiadores em diferentes regiões do país. Em Campo Grande, manifestantes organizaram rapidamente uma vigília na Praça do Rádio Clube, na Avenida Afonso Pena, marcada para as 18 horas.
O ato terá caráter religioso e político. Os organizadores informam que a vigília será dedicada a orações pela vida do ex-presidente e também à defesa de uma anistia tanto para Bolsonaro quanto para os manifestantes condenados pelos atos de 8 de janeiro. Nas redes sociais, mensagens convocam os participantes a comparecerem com bandeiras do Brasil e bíblias, reforçando o tom simbólico do encontro.
A ordem de prisão preventiva, que surpreendeu até mesmo parte da classe política, repercutiu de forma intensa entre apoiadores. Muitos afirmam não entender a justificativa apresentada pelo ministro, já que Bolsonaro se encontrava há semanas sob monitoramento constante da Polícia Federal, utilizando tornozeleira eletrônica, proibido de viajar, impedido de acessar redes sociais e impossibilitado até mesmo de receber visitas. Essas restrições, segundo eles, tornariam a nova medida ainda mais inesperada.
Entre simpatizantes em Campo Grande e outras capitais, a decisão é vista como mais um ato arbitrário do Poder Judiciário, concentrado na figura do ministro Alexandre de Moraes, responsável por diversos processos envolvendo o ex-presidente e seus aliados. Grupos bolsonaristas afirmam que a prisão preventiva representa um “endurecimento” sem precedentes e que acendeu um alerta em toda a base mobilizada.
A vigília na Praça do Rádio Clube deve reunir apoiadores de diferentes regiões da cidade a partir das 18h. Organizações locais afirmam esperar um grande público diante da repercussão nacional da prisão e do sentimento de indignação compartilhado por militantes e simpatizantes do ex-presidente.
A mobilização em Campo Grande ecoa iniciativas semelhantes que começam a surgir em outras cidades brasileiras, reforçando a expectativa de que o final de semana seja marcado por manifestações, atos religiosos e protestos de apoiadores que pedem anistia e reversão da medida decretada pelo ministro Alexandre de Moraes.