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Após cortes da Prefeitura de Campo Grande, Cassy Monteiro sai em defesa do Instituto Mirim e alerta para impacto social

A primeira suplente do PL, Cassy Monteiro, saiu publicamente em defesa do Instituto Mirim após a confirmação de uma série de cortes no convênio mantido com a Prefeitura Municipal de Campo Grande, que reduziram drasticamente o número de jovens atendidos encaminhados à prefeitura.

Reconhecido por oferecer formação profissional e a primeira oportunidade de trabalho para adolescentes em situação de vulnerabilidade, o Instituto Mirim desempenha papel central na inclusão social de jovens no município. Todos os anos, cerca de cinco mil adolescentes se inscrevem no programa, mas pouco mais de mil conseguem ser atendidos.

Em 2023, foi firmado um termo de colaboração entre o Instituto e a Prefeitura de Campo Grande, prevendo a oferta de 550 vagas para jovens atuarem nas secretarias municipais. No entanto, após o período eleitoral, os números começaram a cair: primeiro para pouco mais de 400 vagas e, posteriormente, para 200.

Segundo informações do próprio Instituto Mirim, desde março de 2025 a Prefeitura deixou de solicitar novos encaminhamentos. Na prática, atualmente apenas 30 jovens estão efetivamente trabalhando nas secretarias municipais.

“Não estamos falando de ajuste administrativo. Estamos falando do esvaziamento de uma política pública que muda destinos”, afirmou Cassy Monteiro. Segundo ela, o impacto dos cortes vai muito além da instituição. “São jovens que perdem a primeira oportunidade, famílias que deixam de contar com essa renda e uma cidade inteira que sofre as consequências da falta de inclusão.”

A liderança política também questionou a coerência da política fiscal adotada pela atual gestão municipal. Os cortes no Instituto Mirim ocorrem em um momento de aumento do IPTU, da taxa do lixo e de crescimento expressivo da arrecadação do município.

“Enquanto se fala em ‘colocar a cidade nos trilhos’, mantêm-se supersalários, cargos desnecessários e uma máquina pública inchada. O ajuste fiscal recai justamente sobre quem mais precisa de oportunidade”, criticou.

Cassy Monteiro defendeu que a Prefeitura explique publicamente os critérios adotados e reveja a decisão. “Gestões não são lembradas por discursos, mas pelas escolhas que executam. E essa é uma escolha que compromete o futuro de centenas de jovens de Campo Grande”, concluiu.