Militante de esquerda entra com ação contra influenciadora conservadora e portal após denúncia
O militante de esquerda Allanderson Torres Araújo, que enviou ameaças de morte à ativista e influenciadora conservadora Vivi Tobias, ingressou com uma queixa-crime contra a própria vítima e contra o portal O Contribuinte, que noticiou o episódio. O caso, que já havia sido registrado como ameaça e injúria pela Polícia Civil, ganhou novos desdobramentos e escancarou o que vem sendo tratado por apoiadores da ativista como um ato de hipocrisia e inversão de valores.
De acordo com o boletim de ocorrência, registrado na Depac-Centro, em Campo Grande, Vivi Tobias recebeu uma sequência de mensagens ofensivas do perfil do extremista no Instagram, no dia 16 de julho. Em uma delas, ele chegou a desejar que a ativista tivesse o mesmo destino do norte-americano Charlie Kirk, conservador dos Estados Unidos que havia sido morto por um extremista de esquerda.
“Espero que aconteça com você o mesmo que aconteceu com ele, sua nojenta”, escreveu o agressor, segundo o registro. Em outros trechos, ele zombou da fé da ativista e atacou os cristãos, afirmando: “Crente é tudo igual” e “Vocês crentes são os abusadores”.
Veja:


Temendo pela própria segurança e pela da família, Vivi Tobias, que é servidora, buscou proteção legal e formalizou a denúncia por ameaça (art. 147) e injúria (art. 140) do Código Penal.
“Eles não suportam quem pensa diferente e tentam nos calar pelo medo, com ataques e ameaças”, declarou a influenciadora na ocasião.
Da ameaça ao processo
Meses depois, o mesmo homem que a ameaçou ingressou com uma ação criminal contra Vivi Tobias, alegando que foi “difamado” por ela nas redes sociais e pelo portal O Contribuinte, que repercutiu a denúncia do caso.
Na queixa-crime,
Allanderson acusa Vivi e o empresário Mayke Vilalba, responsável pelo Portal O Contribuinte, de “exposição indevida”, “difamação” e “injúria”, pedindo ainda indenização de R$ 20 mil por danos morais.
No documento, o extremista tenta inverter os papéis de vítima e agressor, alegando ter sofrido “danos à imagem e à dignidade” e dizendo ter sido “exposto por ser homossexual e militante”.
O processo, que tramita no Juizado Especial Criminal de Campo Grande, pede também que ambos sejam condenados nos termos dos artigos 139 e 140 do Código Penal, com aumento de pena previsto em casos de divulgação pela internet.