Deputado se junta a nomes como Ovando, Verruck, Rose Modesto, Hashioka e Sérgio Murilo em chapa que pode eleger até três federais
A política sul-mato-grossense ganhou mais um capítulo de reviravolta nesta semana. O deputado federal Dagoberto Nogueira voltou atrás de uma decisão recente e vai deixar o PSDB para se filiar ao Partido Progressista (PP), onde disputará a reeleição dentro da federação União Progressista.
A mudança chama atenção porque, há poucos dias, o próprio parlamentar havia “batido o martelo” pela permanência no PSDB, após reunião com o presidente nacional da sigla, Aécio Neves.
Com a filiação marcada para esta terça-feira (31), Dagoberto passa a integrar um dos grupos mais competitivos da disputa proporcional em Mato Grosso do Sul.
Chapão forte e disputa acirrada
A federação entre PP e União Brasil entra na corrida com força para eleger até três deputados federais, disputando diretamente com o PL pelo protagonismo no Estado.
Além de Dagoberto, o chapão reúne nomes de peso:
Luiz Ovando (PP), que buscará a reeleição
Jaime Verruck (PP), atual secretário de Desenvolvimento
Rose Modesto (União Brasil), ex-deputada federal
Roberto Hashioka (União Brasil), deputado estadual
Sérgio Murilo, ex-secretário de Governo na gestão de Reinaldo Azambuja e ex-presidente municipal do PDT, que também deve entrar na disputa federal pela federação.
A composição evidencia uma estratégia clara: montar uma chapa robusta, com nomes conhecidos e com densidade eleitoral, capaz de ampliar a bancada em Brasília.
PSDB em crise
A saída de Dagoberto agrava ainda mais o cenário do PSDB em Mato Grosso do Sul, que vive um processo de esvaziamento.
Na última sexta-feira (27), o deputado federal Beto Pereira já havia deixado o partido rumo ao Republicanos. Com isso, dos três nomes que o PSDB projetava para a Câmara Federal, resta apenas Geraldo Resende, presidente estadual da sigla e que também já cogitou deixar o partido.
O movimento expõe não apenas perdas pontuais, mas uma crise estrutural da legenda no Estado, que vê suas principais lideranças migrarem para siglas com maior competitividade eleitoral.
Mudança que redesenha o jogo
A ida de Dagoberto ao PP não é apenas uma troca partidária, é uma movimentação que reorganiza o tabuleiro político para 2026.
Ao reforçar a federação União Progressista, o deputado aumenta o potencial do grupo e, ao mesmo tempo, contribui para o enfraquecimento de seu antigo partido.
Na prática, a disputa pelas vagas federais em Mato Grosso do Sul ganha novos contornos, com chapas cada vez mais robustas e um cenário que tende a ser altamente competitivo e fragmentado.