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Após pedido de punição, Landmark reage e fala em “tentativa de desgaste” dentro do PT; VEJA NOTA

Vereador afirma que há tentativa clara de arranhar sua trajetória política.

Após a representação ético-disciplinar protocolada contra ele no diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), o vereador Landmark Rios publicou uma nota de esclarecimento em tom firme, afirmando que há uma “tentativa clara de desgastar” sua imagem dentro da legenda.

Sem citar diretamente o autor da representação, Landmark sustenta que está sendo alvo de um movimento político interno que busca descredibilizar sua trajetória.

“Há, sim, uma tentativa clara de desgastar a minha imagem dentro do partido. Estão pegando um fato isolado dentro de toda a minha trajetória política para tentar arranhar a minha história e descredibilizar um mandato que sempre foi coerente, combativo e alinhado às pautas do PT”, escreveu.

Pré-candidatura e cenário eleitoral

Na nota, Landmark também contextualiza o momento político. Ele afirma que seu nome vem sendo ventilado para uma eventual pré-candidatura e que tem sido lembrado em pesquisas para deputado estadual em Mato Grosso do Sul.

“Estamos às vésperas de um pleito importante. Não é segredo para ninguém que meu nome vem sendo ventilado para uma eventual pré-candidatura”, declarou.

A menção ao cenário eleitoral é interpretada nos bastidores como um recado direto ao grupo interno que questiona sua conduta. Para o vereador, o desgaste não seria coincidência.

“Não é coincidência que tentem desgastar justamente quem tem trabalho, presença nas bases e reconhecimento popular.”

Defesa da trajetória

Landmark dedica parte significativa da nota para reforçar seu alinhamento partidário. Ele afirma que sempre votou em consonância com a Executiva Estadual, o Diretório Municipal e a bancada do PT na Câmara.

“Nunca me furtei de defender as ideias do partido, a dignidade do nosso campo político e o respeito aos meus colegas de bancada.”

O vereador também destaca sua atuação como oposição ao Executivo Municipal, citando denúncias sobre possíveis irregularidades na saúde, pedido de auditoria ao DenaSUS, cobrança por transparência e defesa da abertura da chamada “caixa-preta” da saúde pública.

Além disso, elenca projetos e bandeiras históricas do PT que, segundo ele, marcaram seu mandato: agricultura familiar, reforma agrária e defesa das comunidades invisibilizadas.

“Divergência faz parte da democracia”

Um dos trechos mais enfáticos da nota trata da diferença entre divergência política e ataque pessoal.

“Sempre fui compreensivo quando houve divergências internas. Divergência faz parte da democracia. Ataque pessoal não.”

A frase sintetiza o tom adotado pelo parlamentar, que busca diferenciar o debate político legítimo de uma ofensiva direcionada à sua imagem.

Confiança no mandato

Encerrando o texto, Landmark afirma estar tranquilo e confiante na própria trajetória.

“Eu sigo tranquilo. Confio na minha trajetória, no nosso mandato e na consciência de que sempre estivemos ao lado do povo de Campo Grande. O tempo e os fatos colocam cada coisa no seu lugar.”

A manifestação pública amplia a crise interna no PT de Campo Grande, que agora ultrapassa os bastidores e se torna explícita. Mais do que um debate sobre uma votação específica, o episódio expõe um embate por espaço político dentro da legenda em um momento pré-eleitoral decisivo.

Abaixo, a íntegra da nota publicada pelo vereador Landmark:

DE ESCLARECIMENTO

Há, sim, uma tentativa clara de desgastar a minha imagem dentro do partido. Estão pegando um fato isolado dentro de toda a minha trajetória política para tentar arranhar a minha história e descredibilizar um mandato que sempre foi coerente, combativo e alinhado às pautas do PT.

Estamos às vésperas de um pleito importante. Não é segredo para ninguém que meu nome vem sendo ventilado para uma eventual pré-candidatura. Também não é segredo que, nas últimas pesquisas, tenho sido lembrado para deputado estadual em Mato Grosso do Sul. Em 2025, fui um dos parlamentares mais atuantes da Câmara Municipal de Campo Grande e o vereador que mais apresentou emendas ao orçamento, buscando recursos e melhorias concretas para a cidade.

Sempre votei alinhado à Executiva Estadual, ao Diretório Municipal e à bancada do PT na Câmara. Nunca me furtei de defender as ideias do partido, a dignidade do nosso campo político e o respeito aos meus colegas de bancada. Da mesma forma, sempre fui compreensivo quando houve divergências internas. Divergência faz parte da democracia. Ataque pessoal não.

Fui linha de frente na oposição ao Executivo Municipal. Reforcei denúncias sobre possíveis irregularidades na saúde, encaminhei ofício ao DenaSUS solicitando auditoria, cobrei transparência, defendi a abertura da chamada “caixa-preta” da saúde pública. Apresentei projetos como o Ar no Busão, atuei firmemente na defesa da agricultura familiar, da reforma agrária e dos direitos das comunidades invisibilizadas, pautas históricas do nosso partido.

Não é coincidência que tentem desgastar justamente quem tem trabalho, presença nas bases e reconhecimento popular. Quem não tem a mesma força política muitas vezes recorre a esse tipo de movimento para tentar enfraquecer quem construiu espaço com atuação concreta.

Eu sigo tranquilo. Confio na minha trajetória, no nosso mandato e na consciência de que sempre estivemos ao lado do povo de Campo Grande. Nosso foco permanece onde sempre esteve: trabalhar, buscar soluções e honrar cada voto que recebi. O tempo e os fatos colocam cada coisa no seu lugar.

A publicação torna explícita a tensão interna no PT da Capital e sinaliza que o embate pode ter desdobramentos políticos nos próximos meses, especialmente diante do cenário pré-eleitoral que já começa a se desenhar no Estado.