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Após queda e crise, Bolsonaro só recebe socorro horas depois em prisão da PF

Médico já havia recomendado acompanhamento médico 24 horas, ignorado por Moraes

O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu um acidente doméstico durante a madrugada desta segunda-feira, 5, ao cair e bater a cabeça em um móvel, conforme informou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro por meio de publicação nas redes sociais.

Segundo o relato, Bolsonaro teve uma crise enquanto dormia, caiu dentro do quarto e não recebeu atendimento médico imediato, uma vez que o ambiente permaneceu fechado. O socorro só ocorreu na manhã seguinte, no momento em que Michelle chegou para a visita autorizada.

“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, escreveu Michelle.

“Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para a minha visita.”

Michelle afirmou ainda que está acompanhando o atendimento médico e aguarda esclarecimentos oficiais sobre como foram realizados os primeiros socorros.

Moraes rejeitou pedido de prisão domiciliar humanitária dias antes

O episódio ocorre pouco tempo depois de o ministro Alexandre de Moraes rejeitar um novo pedido da defesa para que Bolsonaro fosse transferido para prisão domiciliar humanitária, diante do seu quadro clínico delicado.

A defesa havia alegado que o ex-presidente não reúne condições de permanecer sob custódia em ambiente carcerário, em razão de complicações de saúde acumuladas nos últimos anos, incluindo múltiplas cirurgias abdominais, internações recorrentes e acompanhamento médico constante.

Mesmo diante desses argumentos, Moraes manteve a prisão de Bolsonaro na sede da Polícia Federal, ignorando os alertas médicos apresentados nos autos.

Médico defendeu acompanhamento médico 24 horas

Antes mesmo do novo episódio da queda, o médico que acompanha Jair Bolsonaro já havia se manifestado publicamente afirmando que o melhor cenário clínico seria o acompanhamento médico 24 horas por dia, justamente em razão da saúde debilitada e do histórico cirúrgico do ex-presidente.

Essa recomendação médica, segundo a defesa, não foi levada em consideração na decisão que manteve Bolsonaro sob custódia policial, sem estrutura hospitalar permanente ou vigilância médica contínua.

Agora, com a queda, o impacto na cabeça e o atraso no atendimento, o quadro acende um novo alerta sobre os riscos concretos à integridade física do ex-presidente.