A deputada federal Camila Jara (PT) encerra o ano de 2025 marcada por uma sucessão de episódios que colocaram seu nome no centro de polêmicas nos últimos 12 meses. Foram três grandes confusões, envolvendo Polícia Militar, deputado Nikolas Ferreira e, mais recentemente, um servidor da Câmara Federal durante a remoção do deputado Glauber Braga da Mesa Diretora nesta terça-feira, 9. O acúmulo de situações fez parlamentares ouvidos pelo Portal Contribuinte ironizarem a petista.
Para alguns parlamentares, Camila ganhou fama de “nova Maria do Rosário”, referência à deputada gaúcha historicamente envolvida em confrontos no plenário e estaria consolidando uma imagem de “deputada da baixaria”, que “parte para cima de adversários”, como afirmaram da Câmara à reportagem.
1º Episódio: A madrugada na Rua 14: Polícia Militar diz que deputada estava “embriagada” e interferiu em operação

O primeiro grande escândalo envolvendo Camila Jara ocorreu ainda em 22 de dezembro de 2024, mas repercutiu fortemente ao longo de 2025. A deputada protagonizou uma confusão na Rua 14 de Julho, em Campo Grande, durante uma fiscalização da Polícia Militar em bares da região.
A PM afirmou que:
– Camila entrou na frente da viatura,
– interrompeu a ação policial,
– estava “completamente embriagada”,
– e “partiu para cima da viatura”, exigindo explicações.
Imagens enviadas ao portal O Contribuinte mostraram a deputada discutindo com os policiais. A comandante da operação informou que toda a abordagem foi gravada “desde o início”.

Camila negou estar embriagada e alegou que um policial desceu da viatura com a arma em punho, justificando assim sua reação.
A corporação rebateu oficialmente, afirmando que nenhuma arma de fogo foi apontada para a parlamentar.
2º Episódio: Empurra-empurra com Nikolas Ferreira e acusação de ataque às partes íntimas
Meses depois, Camila voltou aos noticiários ao se envolver em um tumulto com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), uma das figuras de maior alcance na direita brasileira.
Durante uma sessão tensa na Câmara, Nikolas acusou Camila Jara de tê-lo empurrado e de ter atacado suas partes íntimas. Vídeos do plenário mostraram o momento em que os dois se esbarram, gerando queda e confusão.
Veja o vídeo:
O deputado publicou:
“Modo da esquerda agir: te agride quando ninguém está vendo. Bom que eles provam que estou certo.”
A acusação desencadeou representações na Corregedoria da Câmara e ampliou a pressão sobre o comportamento da deputada.
3º Episódio: Confronto com servidor após remoção de Glauber Braga
O episódio mais recente, que fecha o “pacote anual” de polêmicas, ocorreu durante a tumultuada sessão desta terça-feira, que tentava avançar a votação da cassação de Glauber Braga (PSOL-RJ).
O deputado ocupava a mesa diretora presidida por Hugo Motta e recusava-se a sair, exigindo a suspensão da sessão. A segurança legislativa precisou removê-lo à força.
Veja o vídeo:
A esquerda classificou a ação como:
– “ato de covardia”,
– “agressão antidemocrática”,
– “desrespeito à Câmara e ao processo legislativo”.
O ambiente ficou instável. Camila Jara, exaltada, partiu para cima de um servidor da Câmara, gerando novos empurrões, gritaria e intervenção dos seguranças.
A cena viralizou, fortalecendo o discurso de que a deputada teria adotado postura agressiva, principalmente contra homens — primeiro policiais, depois Nikolas Ferreira e agora um servidor público.
Ironias, repercussão e desgaste
No vídeo que viralizou nas redes sociais, Nikolas Ferreira reage com espanto ao ver Camila avançando sobre o servidor:
“Que é isso? Que é isso? Essa mulher é uma descompensada! Descompensada!”, disse o deputado, em tom irônico.
Parlamentares ouvidos pelo Portal Contribuinte afirmaram que a “postura beligerante” de Camila está se tornando recorrente, causando desgaste interno e prejudicando sua imagem pública.
Apesar de ser “baixinha e franzina”, como descrevem colegas, a deputada tem “partido para cima de adversários sem hesitar”, o que tem alimentado o apelido interno de “nova Maria do Rosário”, ou “Maria do Rosário do Pantanal”.