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Autoridades brasileiras enfrentam caos em Israel: 41 estão presas no país; secretários de MS relatam madrugada de tensão

O agravamento da crise no Oriente Médio surpreendeu em cheio uma comitiva de autoridades brasileiras que estava em Israel para agendas institucionais e visitas diplomáticas. De acordo com o governo de Mato Grosso do Sul, três secretários estaduais passaram por momentos de tensão durante a madrugada, quando sirenes de ataque e explosões abalaram a região central de Jerusalém.

Simultaneamente, a escalada de violência levou o governo de Israel a restringir a circulação de estrangeiros, o que resultou na detenção de 41 autoridades brasileiras, que agora estão impedidas de deixar o país. A maioria dos detidos faz parte de grupos de visita técnica ou de missões religiosas.

Conforte O Contribuinte apurou, os brasileiros estão sendo mantidos em instalações separadas para averiguação de documentação e por medidas de segurança. O governo israelense já sinalizou que trabalha para providenciar um voo de retorno das autoridades brasileiras, tão logo isso seja seguro. O espaço aéreo na região segue fechado, impedindo tráfego de aviões.

Secretários de MS relatam madrugada sob ataques

Entre os sul-mato-grossenses afetados estão Ricardo Senna, secretário-executivo de Ciência e Tecnologia, e a secretária-adjunta de Saúde, Christinne Maymone, que estavam em missão oficial. Ambos relataram o clima de medo e incerteza vivido nas últimas 24 horas.

“As sirenes tocaram no meio da madrugada, acordamos com o som das explosões. Tivemos que ir para os bunkers de segurança do hotel. Foi um susto enorme”, contou Christinne.

O Itamaraty já foi acionado e acompanha o caso. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que está em “contato permanente com autoridades israelenses” e que uma equipe consular está sendo deslocada para auxiliar os brasileiros detidos e os que se encontram em áreas de risco.

Viagem institucional em meio ao conflito

A presença de secretários e lideranças religiosas brasileiras em Israel ocorreu em um momento particularmente delicado. A região vive uma nova onda de confrontos, com ataques aéreos e retaliações mútuas entre forças israelenses e grupos militantes. O aeroporto Ben Gurion chegou a suspender voos temporariamente, e medidas emergenciais de segurança foram ampliadas por todo o país.

Líderes evangélicos, empresários, parlamentares estaduais e federais também fazem parte das delegações. Fontes do Itamaraty alertam que novas medidas podem ser tomadas caso o conflito escale ainda mais.

Aguardando retorno

O governo israelense já sinalizou que trabalha para providenciar um voo de retorno das autoridades brasileiras, tão logo isso seja seguro. O espaço aéreo na região segue fechado, impedindo tráfego de aviões. No mapa, é possível ver um ‘buraco’ criado.

A missão oficial, prevista para ocorrer entre os dias 7 e 14 de junho, foi realizada a convite do Governo de Israel, com o apoio da Embaixada de Israel no Brasil, visando fortalecer a cooperação internacional e promover a troca de experiências em áreas estratégicas para o desenvolvimento da região do Brasil Central.