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Azambuja sai de cima do muro, declara apoio a Bolsonaro e pede anistia aos presos do 8 de janeiro no 7 de setembro

No feriado da Independência do Brasil, comemorado neste domingo (7), o ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (ex-PSDB), fez uma manifestação pública nas redes sociais em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A publicação, interpretada como um gesto político importante, marca o momento em que Azambuja deixa de lado a postura discreta em relação ao bolsonarismo e “sai de cima do muro” para se alinhar com o líder da direita.

No post, Reinaldo afirmou que o dia que deveria celebrar a liberdade acabou se transformando em data de protesto contra “uma enorme injustiça”, em referência ao processo que mantém Bolsonaro impedido de disputar eleições e sob julgamento no Supremo Tribunal Federal. O ex-governador ainda pediu “anistia e liberdade” para o ex-presidente e para todos os presos que ele classifica como vítimas de “perseguição política”.

Desde que começaram a circular nos veículos de imprensa as informações de que Reinaldo poderia migrar para o Partido Liberal (PL), legenda comandada por Bolsonaro, o ex-governador tem recebido críticas de parte significativa do eleitorado de direita. Isso porque, embora tenha mantido uma relação política com o ex-presidente desde 2018, a trajetória dessa parceria sempre gerou desconfiança. Naquele ano, no segundo turno, Bolsonaro declarou apoio à reeleição de Azambuja. Já em 2022, o então presidente apoiou o adversário do grupo político de Reinaldo, o ex-governador Eduardo Riedel.

A publicação deste 7 de setembro, portanto, pode sinalizar uma mudança definitiva até mesmo no estilo político de Azambuja. Conhecido por sua postura pragmática, o ex-governador agora ensaia uma aproximação mais explícita com as bases bolsonaristas. Ao defender publicamente a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e colocar-se como voz de apoio a Jair Bolsonaro em Mato Grosso do Sul, Reinaldo envia um recado claro de que pretende exercer liderança política dentro do campo da direita.

De olho em uma candidatura ao Senado nas eleições de 2026, Azambuja aposta que abraçar de vez o bolsonarismo pode ser o caminho para consolidar seu projeto político. As manifestações realizadas neste 7 de setembro em Campo Grande e em várias capitais do país mostraram que Bolsonaro ainda detém forte capital político e continua sendo o nome mais lembrado pelos militantes, que reforçaram pautas como a contagem pública dos votos e a anistia aos manifestantes presos.

O gesto de Reinaldo Azambuja neste domingo, portanto, não foi apenas uma declaração isolada, mas um movimento estratégico que pode redefinir sua atuação política nos próximos anos.

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