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Bancada do PT não assina CPI para investigar crime organizado no Senado

Ausência petista acontece no momento de mobilização pelo enfrentamento às facções criminosas

A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) no Senado Federal não assinou o requerimento para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado (CPI) — um fato que acendeu atenção política por ocorrer justamente em um momento de tensão nacional com a escalada da violência nas favelas do Rio de Janeiro e a atuação de facções como Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC). 

O que se propõe a CPI

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), anunciou no dia 29 de outubro de 2025 que determinou a instalação da CPI para a próxima terça-feira (4 de novembro).  O colegiado terá como objetivo “apurar a estruturação, a expansão e o funcionamento do crime organizado, com foco na atuação de milícias e facções”. 

O requerimento foi protocolado em 5 de fevereiro de 2025, e já contava com 31 assinaturas — número acima do mínimo exigido para instalação da comissão.  A CPI será composta por 11 titulares e 7 suplentes, com prazo inicial de 120 dias. 

A ausência da bancada petista

O fato que chamou atenção é que nenhum dos senadores da bancada do PT (formada por nove parlamentares) assinou o requerimento.  

Essa ausência é interpretada por analistas como um recado político ou sinal de divergência estratégica do PT no tema da segurança pública — justamente quando o país debate com maior intensidade as facções criminosas e a necessidade de investigação da atuação de milícias.

A falta de assinatura não impede a instalação da CPI — que já conta com número suficiente de apoios. No entanto, a ausência da bancada governista ou aliada compromete a percepção de “unidade institucional” que o Senado argumenta como necessária para enfrentar o crime organizado.

A decisão do PT pode trazer repercussões para sua imagem quanto à segurança pública, tema que afeta diretamente a opinião pública, especialmente em regiões com maior impacto das facções.