(67) 9 9689-6297 | ocontribuintebr@gmail.com

Bolsonaro convoca nova manifestação na Avenida Paulista após interrogatório no STF

Após prestar depoimento ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no inquérito que apura uma tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro convocou uma nova manifestação para o dia 29 de junho, na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato contará novamente com a presença do pastor Silas Malafaia, que vem sendo um dos principais articuladores dos eventos de apoio ao ex-presidente.

A convocação foi feita neste sábado (14), por meio das redes sociais de Bolsonaro e de apoiadores, com a justificativa de defender a “liberdade” e o “Estado de Direito”. O ex-presidente afirma que o evento será pacífico e democrático, e convoca a população a comparecer trajando verde e amarelo.

“Estaremos lá, juntos, mostrando que o Brasil não aceita arbitrariedades. Em defesa da nossa liberdade, da Constituição e de um futuro justo para todos”, disse Bolsonaro em vídeo publicado nas redes.

A manifestação é uma resposta direta ao depoimento que Bolsonaro prestou no dia 10 de junho, no inquérito que investiga uma possível articulação para anular as eleições de 2022 e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, Bolsonaro se manteve em silêncio durante o interrogatório, orientado por seus advogados.

O pastor Silas Malafaia, aliado de longa data do ex-presidente, reafirmou seu apoio ao evento e confirmou presença. Ele também tem atuado como uma espécie de porta-voz informal de Bolsonaro, inclusive organizando a manifestação anterior na Paulista, ocorrida em fevereiro de 2024.

A convocação do novo ato acontece em meio a um ambiente político e jurídico tenso, com o avanço de investigações envolvendo militares, ex-ministros e outros aliados do ex-presidente. Bolsonaro é investigado por suposta participação em uma tentativa de golpe e pela disseminação de notícias falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro.

A nova manifestação deve repetir o formato de comícios anteriores, com discursos, presença de parlamentares e lideranças religiosas, e forte apelo simbólico em defesa de pautas conservadoras.