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Carlos Bolsonaro dispara contra “enganadores oportunistas” que prometem anistia para seu Pai

Em um ataque frontal que expõe o racha na direita brasileira, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) detonou possíveis candidatos à Presidência de 2026, chamando-os de “enganadores” e “ratos oportunistas” por usarem promessas vazias de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro como moeda de troca para herdar seu espólio eleitoral. Em postagens incendiárias nas redes sociais, Carlos não poupou palavras: “Eles prometem indultar meu pai para enganar os otários, mas no fundo querem pisar na cabeça do bolsonarismo e se encostar no legado dele de forma patética”. O desabafo, que viralizou com milhares de curtidas e reposts, chega em um momento crítico, com a anistia ampla travada no Congresso e o ex-presidente cumprindo prisão domiciliar imposta pelo STF – um escândalo que Carlos define como “tortura lenta e ilegal”.

O estopim foi a recente movimentação de governadores como Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG) e Ronaldo Caiado (GO), que se preparam para disputar o Palácio do Planalto enquanto Jair Bolsonaro segue inelegível até 2030 por decisão do TSE. Esses nomes, antes vistos como aliados fiéis, agora são acusados pela família de jogar sujo: prometem “perdão presidencial” ou apoio a uma anistia seletiva para Bolsonaro em troca de endosso eleitoral, mas se calam diante da prisão domiciliar e da censura imposta ao ex-mandatário. “Enquanto meu pai apodrece vigiado 24 horas por agentes do Estado, esses medalhões da ‘direita permitida’ mantêm suas alianças com o sistema e fingem lealdade. É oportunismo puro!”, disparou Carlos em um vídeo postado no X, que já acumula mais de 85 mil visualizações.

Não é a primeira vez que os filhos de Bolsonaro cutucam os “traidores”. Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Carlos, já havia ironizado a “união da direita” como uma farsa, alertando que qualquer anistia que não seja “ampla, geral e irrestrita” – incluindo a reversão da inelegibilidade do pai – será boicotada pela base bolsonarista. “Eles querem chantagear o presidente para forçá-lo a escolher o candidato deles. Não vai colar!”, escreveu Eduardo em setembro, ecoando o sentimento de uma militância que grita nas ruas: “Eu só volto em Bolsonaro!”. O deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), um dos poucos a rebater publicamente, acusou Carlos de extremismo: “Se não pedir anistia, você será chamado de rato”. Mas o contra-ataque só reforçou o abismo: para os bolsonaristas raiz, esses governadores representam a “direita domesticada”, pronta para se curvar ao establishment em vez de lutar pela liberdade do mito.

Analistas conservadores veem nisso o colapso de uma oposição fragmentada. “Carlos está certo: esses candidatos querem o voto bolsonarista sem o custo da briga real contra o STF e o PT. É traição disfarçada de estratégia”, opina o comentarista Allan dos Santos, exilado nos EUA e voz influente no movimento. Enquanto isso, a proposta de anistia, que poderia libertar não só Bolsonaro mas também os presos do 8 de janeiro – heróis para a direita, terroristas para a esquerda –, perde força no Congresso, engolida por pautas “pacíficas” como segurança pública. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o irmão mais velho, já defendia publicamente uma “anistia ampla e irrestrita” como resposta à “perseguição judicial”, mas o silêncio dos supostos aliados só alimenta a fúria da família.

O Brasil de direita assiste atônito a esse circo: de um lado, o legado de um presidente que tirou o país do socialismo e devolveu a dignidade ao trabalhador; do outro, abutres prontos para banquetear-se com promessas falsas. Carlos Bolsonaro, com sua franqueza cirúrgica, acerta em cheio: sem lealdade genuína a Jair, não há direita – só ecos vazios. A militância já responde nas urnas de 2026: ou é Bolsonaro, ou é o caos. Quem piscar primeiro, perde o eleitorado que ainda sonha com o Brasil acima de tudo.