Publicação de Jeffrey Chiquini no X afirma que decisão se baseou em informação falsa e sem perícia
O advogado Jeffrey Chiquini, integrante da defesa de Filipe Martins, publicou na tarde desta terça-feira (6), na rede social X (antigo Twitter), uma série de acusações contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relacionadas à prisão de seu cliente.
Segundo Chiquini, a decisão que manteve Filipe Martins preso teria sido fundamentada em uma informação falsa de acesso à rede social LinkedIn, sem que houvesse prova pericial ou pedido formal da Polícia Federal (PF) ou da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na publicação, o advogado afirma que Moraes determinou a prisão sob o argumento de que Filipe Martins, ou seus advogados, teriam utilizado o LinkedIn no dia 28 de dezembro de 2025, o que violaria medidas cautelares impostas no processo. A defesa nega veementemente essa versão e sustenta que solicitou, antes da decisão, que fosse oficiada a Microsoft, responsável pela plataforma, para a produção da prova técnica.

De acordo com Chiquini, apenas após Filipe Martins já ter passado o Ano-Novo preso, a defesa conseguiu acesso a um relatório detalhado de logins do LinkedIn, que indicaria que o último acesso à conta ocorreu em setembro de 2024, e não em dezembro de 2025, como teria sido considerado na decisão judicial.
“Ora, Moraes prendeu Filipe por suposto acesso ao LinkedIn em dezembro de 2025, mas o último acesso foi em 2024”, escreveu o advogado. Ele ainda sustenta que, caso houvesse uma checagem prévia junto à plataforma, a prisão não teria ocorrido.
Na parte mais dura da publicação, Jeffrey Chiquini afirma que a decisão caracteriza crime de abuso de autoridade, citando o artigo 9º da Lei de Abuso de Autoridade, que trata da decretação de prisão em manifesta desconformidade com as hipóteses legais. O advogado também faz críticas pessoais ao ministro Alexandre de Moraes, colocando em dúvida sua capacidade psicológica e técnica para exercer o cargo no STF.
Até o momento, Alexandre de Moraes, o STF, a PGR e a Polícia Federal não se manifestaram oficialmente sobre as declarações da defesa ou sobre o suposto relatório de acessos mencionado na publicação.
Veja publicação na íntegra:
Moraes prendeu Filipe Martins:
1.Com base em uma comunicação falsa de acesso à rede social;
2.Sem prova e sem ao menos perícia no documento enviado por e-mail por um ex-coronel aposentado da Força Aérea;
3.Sem pedido da PF e da PGR;
4.Sem sequer ouvir o PGR.
Moraes determinou a prisão de Filipe Martins afirmando que ele (ou seus advogados) teria utilizado a rede LinkedIn no dia 28/12/2025. Negamos veementemente esse fato e pedimos que, antes de decidir, fosse oficiada a Microsoft para a produção dessa prova.
Agora, nós, da defesa, após Filipe já ter passado o Ano-Novo preso, conseguimos o relatório detalhado de acessos ao LinkedIn e temos a prova de que o último login ocorreu em setembro de 2024.
Ou seja, Moraes prendeu Filipe por suposto acesso ao LinkedIn em dezembro de 2025, mas o último acesso foi em 2024.
Bastava o juiz, que se diz competente, justo, defensor da democracia e imparcial, ter consultado previamente o LinkedIn para que Filipe não tivesse sido injustiçado e preso, mais uma vez, sem motivo.
Alexandre de Moraes não tem condições psicológicas e técnicas de exercer o cargo de ministro da Suprema Corte.
Essa decisão constitui crime de abuso de autoridade: Art. 9º – “Decretar medida de privação da liberdade em manifesta desconformidade com as hipóteses legais”. Pena: detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.