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Cassino no Damha I? Mansão de luxo é alvo de denúncias por jogos de azar em Campo Grande

Relatos apontam prática reiterada de poker com apostas em ambiente residencial, onde vivem famílias, crianças e autoridades públicas.

O Portal O Contribuinte recebeu denúncias graves envolvendo uma mansão alugada no condomínio Damha I, um dos mais luxuosos e tradicionais de Campo Grande. Segundo relatos encaminhados à redação, o imóvel estaria sendo utilizado de forma recorrente para a prática de jogos de azar, especialmente partidas de poker com apostas, realizadas de maneira habitual e à vista de todos.

Moradores afirmam que a movimentação no local ocorre principalmente às terças e quartas-feiras, com entrada e saída constante de veículos, inclusive durante a noite e madrugada, em volume considerado incompatível com o uso exclusivamente residencial do imóvel.

Condomínio familiar e risco à segurança

O Damha I é conhecido por seu perfil estritamente familiar, abrigando crianças, adolescentes, famílias e autoridades públicas, que circulam diariamente pelas vias internas e áreas comuns. Para os moradores, a situação ultrapassa o mero incômodo e passa a representar risco à segurança, quebra da tranquilidade e desvio da finalidade residencial do condomínio.

Segundo os relatos, a prática de jogatina em ambiente residencial, com acesso frequente de terceiros, expõe o condomínio a um cenário incompatível com suas normas internas e com a legislação brasileira.

Habitualidade reforça suspeita de irregularidade

As denúncias apontam que os encontros de poker não seriam esporádicos, mas sim reiterados, com presença de jogadores habituais e apostadores recorrentes, fator que pode caracterizar habitualidade, elemento relevante para eventual enquadramento legal.

Especialistas lembram que, embora o poker seja reconhecido como jogo de habilidade, sua prática não é irrestrita. A organização habitual, a existência de apostas elevadas, lucro indireto ou exploração por terceiros podem configurar contravenção penal, conforme o Artigo 50 da Lei de Contravenções Penais, além de violação das normas condominiais.

Possível omissão administrativa preocupa moradores

Moradores relatam ainda que, até o momento, não houve posicionamento público da administração do condomínio sobre as denúncias, tampouco medidas ostensivas para apuração ou contenção da situação, o que aumenta a preocupação coletiva, sobretudo em um ambiente com circulação de menores.

Pedido de apuração

Diante da gravidade dos relatos, moradores defendem a apuração para esclarecer:

-Se há prática habitual de jogos de azar;

– Se existe banca organizada ou lucro indireto;

– Se houve desvio da finalidade residencial do imóvel;

– Se há responsabilidade de intermediários, locador ou frequentadores;

– Se ocorreu eventual omissão administrativa.

Direito ao contraditório

O Portal O Contribuinte informa que tentou contato com os citados, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações, esclarecimentos ou direito de resposta.