O Conselho Federal de Medicina (CFM) manifestou forte reação contra uma decisão judicial que classificou como “incomum”, envolvendo um médico cujas declarações foram alvo de uma organização não governamental (ONG) ligada à causa trans. De acordo com o CFM, a entidade teria deturpado as falas do profissional, gerando um entendimento equivocado sobre sua posição.
A decisão judicial, que tem causado repercussão no meio médico, referia-se a um caso no qual o médico foi alvo de ações movidas pela ONG após se manifestar publicamente sobre questões de gênero. O CFM alega que a fala do profissional foi retirada de contexto e interpretada de maneira a distorcer seu real significado.
Em nota, o Conselho afirmou que “a livre expressão de opiniões técnicas, baseadas em evidências científicas e em diretrizes éticas, deve ser preservada”. A entidade ressaltou ainda a importância de um debate transparente e respeitoso sobre temas de saúde, sem que haja criminalização de profissionais que se fundamentam em preceitos da medicina.
O CFM anunciou que irá adotar as medidas cabíveis para reverter a decisão, que considera um precedente perigoso para a autonomia médica e para a discussão científica no país. O caso reacende o debate sobre os limites entre a liberdade de expressão profissional e a defesa de direitos de minorias.