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Com apoio de Alckmin e João Campos, Soraya prepara migração ao PSB

Estratégia passa por alinhamento com Alckmin, João Campos e possível aval direto de Lula

Eleita em 2018 como uma das grandes surpresas da disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul, na chamada “onda Bolsonaro”, a senadora Soraya Thronicke deve mudar de partido para disputar a reeleição em 2026. O destino mais provável é o PSB, legenda que integra a base do governo Lula e tem como principais lideranças o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente nacional da sigla, João Campos.

Em 2018, Soraya foi considerada a “zebra” da eleição. Na esteira do bolsonarismo, derrotou nomes tradicionais da política sul-mato-grossense, deixando fora do Senado o então senador Waldemir Moka, o ex-governador Zeca do PT e também o candidato do governo à época, Marcelo Miglioli, apoiado pelo então governador Reinaldo Azambuja.

O cenário agora é outro. A senadora constrói uma nova estratégia política, mais alinhada ao campo da centro-esquerda e ao grupo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Soraya já teria o aval de João Campos e de Geraldo Alckmin para ingressar no PSB. Falta apenas uma reunião com Lula para consolidar o movimento.

Dobradinha com Vander ou liderança do grupo lulista

Nos bastidores, a movimentação inclui a possibilidade de uma dobradinha com o deputado federal Vander Loubet (PT), que é pré-candidato ao Senado. Embora Vander tenha sinalizado que não pretende disputar novo mandato como deputado federal, interlocutores avaliam que ele pode ser convencido pelo próprio Lula a rever planos, a depender da construção política no Estado.

Nesse cenário, Soraya pode tanto compor com Vander quanto se tornar a principal candidata ao Senado do grupo lulista em Mato Grosso do Sul, caso o PT reorganize sua estratégia eleitoral.

A escolha pelo PSB é vista como estratégica. O partido ocupa espaço relevante no governo federal, com Alckmin na Vice-Presidência, além de ministros e influência nacional. Também é uma sigla com trânsito consolidado na esquerda e no centro político, o que ampliaria o leque de alianças da senadora.

Construção nacional como ativo eleitoral

Soraya também recebeu convite do PDT, mas avalia que o PSB oferece melhores condições políticas e estruturais. Na campanha, poderia contar com nomes de peso como João Campos, Tabata Amaral e o próprio Alckmin, além do eventual apoio de Lula.

A movimentação sinaliza uma mudança significativa de posicionamento. Se em 2018 Soraya surfou na onda conservadora que levou Jair Bolsonaro ao Planalto, agora aposta na construção nacional vinculada ao governo Lula para viabilizar sua permanência no Senado.

O redesenho do tabuleiro político em Mato Grosso do Sul promete impactar diretamente a disputa de 2026, especialmente se houver consolidação de um bloco de centro-esquerda competitivo no Estado.