O ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, oficializou neste domingo (21) sua filiação ao Partido Liberal (PL), em um ato político que movimentou o cenário eleitoral do estado e consolidou seu nome como pré-candidato ao Senado em 2026.
A cerimônia de filiação contou com a presença de lideranças estaduais e nacionais, atraindo desde representantes da chamada “direita raiz”, alinhada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, até antigos aliados tucanos e figuras de outras siglas que já compuseram sua base política em gestões anteriores.
O movimento tem o aval do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e do próprio Bolsonaro, que veem em Azambuja um nome de peso para fortalecer o partido na região Centro-Oeste. A entrada do ex-governador na sigla também é interpretada como uma estratégia para unificar diferentes alas do conservadorismo em Mato Grosso do Sul e ampliar a musculatura do PL nas eleições de 2026.
Azambuja, que comandou o estado por dois mandatos consecutivos (2015-2022) e manteve protagonismo político mesmo após deixar o cargo, deve disputar uma das vagas ao Senado com forte estrutura partidária e alianças amplas. Durante o ato de filiação, o ex-governador destacou que pretende “trabalhar por um projeto que una forças e garanta mais representatividade de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional”.
A movimentação também sinaliza um redesenho no tabuleiro político sul-mato-grossense. O PL, que já conta com nomes como o deputado federal Rodolfo Nogueira e outros parlamentares alinhados a Bolsonaro, se posiciona como principal polo de oposição ao governo Lula e busca ampliar espaço em disputas majoritárias.
Com a filiação de Reinaldo Azambuja, o partido ganha um candidato competitivo ao Senado e reforça o projeto nacional de Bolsonaro e Valdemar de consolidar o PL como a maior legenda de direita do país.