As vendas do comércio varejista brasileiro apresentaram retração de 1,5% em abril na comparação com março, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O principal fator para o resultado negativo foi o desempenho do segmento de combustíveis e lubrificantes, que registrou uma das maiores quedas entre as atividades pesquisadas.
O resultado interrompe o ritmo de crescimento observado nos meses anteriores e reflete um cenário de consumo mais cauteloso por parte das famílias. Além dos combustíveis, outros setores também contribuíram para o desempenho mais fraco do varejo, enquanto apenas parte das atividades conseguiu registrar avanço no período.
Na comparação com abril do ano passado, o comércio ainda apresentou crescimento, demonstrando que, apesar da desaceleração mensal, o setor continua operando em patamar superior ao registrado em 2025. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador também segue positivo.
Entre os segmentos analisados, supermercados, produtos alimentícios e itens de primeira necessidade continuam sustentando parte da atividade econômica, enquanto áreas mais sensíveis ao crédito e à renda das famílias enfrentam maior dificuldade para manter o ritmo de vendas.
Economistas avaliam que fatores como juros elevados, comprometimento da renda com dívidas e custos mais altos de financiamento seguem influenciando o comportamento do consumidor, limitando uma recuperação mais robusta do varejo brasileiro.
Apesar do recuo em abril, a expectativa do mercado é que o desempenho do comércio ao longo do ano continue sendo influenciado pela evolução do emprego, da renda e das condições de crédito disponíveis para a população.