Durante depoimento à CPI do Transporte Coletivo, nesta segunda-feira, 16, o ex-diretor e atual membro da diretoria do Consórcio Guaicurus, João Resende, fez duas confirmações que reforçam as críticas ao sistema de transporte público de Campo Grande: a frota de ônibus está envelhecida e não há previsão de renovação, além de diversos veículos circularem sem o seguro obrigatório.
Resende, que comandou o Consórcio desde o início da concessão em 2012 até janeiro deste ano, afirmou que a situação financeira do consórcio inviabiliza, no momento, a troca da frota, descumprindo o contrato de concessão que estabelece uma idade média máxima para os veículos em operação.
Outro ponto grave admitido foi a ausência de seguro obrigatório em vários ônibus em circulação. O seguro é uma exigência contratual, fundamental para garantir a cobertura de danos a passageiros e terceiros em caso de acidentes.
As declarações de Resende aumentaram a pressão sobre o Consórcio Guaicurus e reforçaram os questionamentos dos vereadores que integram a CPI, que investiga a qualidade e a gestão do transporte coletivo da Capital.
Denúncias e próximas oitivas
Até agora, a CPI do Transporte Público já recebeu 616 denúncias da população, refletindo o descontentamento dos usuários com a qualidade do transporte coletivo oferecido em Campo Grande.
A terceira fase da CPI terá continuidade na quarta-feira (18), quando serão ouvidos o atual diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, Themis de Oliveira, e o sócio-proprietário, Paulo Constantino.