Apuração exclusiva do Portal O Contribuinte revela que pesquisas internas colocaram Capitão Contar à frente de Marcos Pollon em todos os cenários avaliados pela direção nacional.
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, anunciou nesta quarta-feira (1) o ex-deputado estadual Capitão Contar como o segundo pré-candidato da legenda ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026.
O primeiro nome já confirmado pelo partido é o do presidente estadual do PL e ex-governador Reinaldo Azambuja.
O anúncio ocorreu após reunião entre Valdemar e Contar na sede nacional da legenda, em Brasília. Em publicação nas redes sociais, o dirigente destacou que a escolha reforça o compromisso do partido com o fortalecimento de suas lideranças nos estados.
“Recebi, na sede nacional do Partido Liberal, em Brasília, o pré-candidato ao Senado Federal pelo Mato Grosso do Sul, Capitão Contar. O encontro reafirma o compromisso do PL com a construção de lideranças preparadas, com o fortalecimento dos estados e com um projeto de país pautado pelo desenvolvimento, pela segurança e pela liberdade”, escreveu Valdemar Costa Neto.
Pesquisas internas decidiram a disputa
Embora o partido tenha informado oficialmente que a escolha levou em consideração levantamentos eleitorais, a decisão foi construída após semanas de análises da executiva nacional.
Segundo apuração exclusiva do Portal O Contribuinte, as pesquisas internas encomendadas pelo PL, a pedido de Valdemar Costa Neto e do senador Flávio Bolsonaro, foram determinantes para a definição do nome.
Conforme fontes ouvidas pela reportagem, em todos os levantamentos realizados, Capitão Contar apareceu como o candidato mais competitivo do partido para a disputa ao Senado, superando o deputado federal Marcos Pollon nos cenários avaliados.
Os estudos apontaram que Contar possui maior potencial de ampliar o eleitorado além da base tradicional do bolsonarismo e apresenta melhores condições de enfrentar os principais adversários na disputa.
Risco de dividir a direita preocupou direção nacional
Outro fator considerado pela direção nacional foi o impacto eleitoral que uma candidatura de Marcos Pollon poderia produzir na disputa.
Segundo apurou o Portal O Contribuinte, a avaliação da cúpula do PL foi de que Pollon teria dificuldades para ampliar seu eleitorado e poderia provocar uma divisão dos votos conservadores em Mato Grosso do Sul.
Nos cenários apresentados às lideranças nacionais, essa fragmentação aumentaria as chances de eleição de adversários como o senador Nelsinho Trad (PSD) e do deputado federal Vander Loubet (PT).
A leitura foi de que Capitão Contar reúne maior capacidade de unificar o eleitorado de direita e fortalecer a competitividade da legenda.
Crise entre Michelle e Flávio também pesou
Outro elemento que influenciou a decisão foi a crise interna envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro.
Segundo apuração exclusiva do Portal O Contribuinte, após a divulgação dos vídeos em que Michelle tornou público o desentendimento com o enteado em razão das articulações políticas no Ceará, sua influência nas decisões estratégicas do partido diminuiu significativamente.
Fontes ligadas à direção do PL afirmam que o episódio enfraqueceu o espaço político da ex-primeira-dama justamente no momento em que a legenda definia as candidaturas ao Senado em diversos estados.
Com isso, prevaleceu o entendimento defendido por Valdemar Costa Neto, Jair Bolsonaro e Reinaldo Azambuja de que Capitão Contar representava o melhor nome para ocupar a segunda vaga do partido.
Além da fidelidade ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Contar liderava todas as pesquisas internas apresentadas à executiva nacional.
Reinaldo, Bolsonaro e Valdemar fecharam entendimento
Ainda conforme apurou o Portal O Contribuinte, a definição da chapa foi resultado de um acordo político construído entre Valdemar Costa Neto, Jair Bolsonaro e Reinaldo Azambuja.
As pesquisas qualitativas e quantitativas contratadas pelo partido foram apresentadas aos três líderes, que concluíram que o cenário mais competitivo para o PL seria lançar Reinaldo Azambuja e Capitão Contar como candidatos ao Senado.
A avaliação foi de que a composição reúne dois nomes com forte recall eleitoral, reduz a dispersão dos votos conservadores e amplia as chances de vitória da legenda.
PL mira conquistar as duas vagas ao Senado
Com a decisão, o Partido Liberal passa a apostar oficialmente na chapa formada por Reinaldo Azambuja e Capitão Contar para disputar as duas vagas ao Senado que estarão em jogo em Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026.
Nos bastidores, a expectativa da direção nacional é que a composição reúna praticamente todo o eleitorado de direita no Estado e coloque o partido em condições reais de conquistar as duas cadeiras.
A estratégia também fortalece o projeto nacional do PL para ampliar sua bancada no Senado Federal, considerada prioridade pela legenda para a próxima legislatura.
Com o anúncio de Valdemar Costa Neto, Capitão Contar passa a integrar oficialmente a chapa majoritária do PL em Mato Grosso do Sul, ao lado de Reinaldo Azambuja, consolidando a principal aposta do partido para a disputa das duas vagas ao Senado em 2026.