O relatório final da CPI do Transporte Público de Campo Grande, apresentado pela vereadora Ana Portela e assinado por todos os membros da comissão, sugeriu o indiciamento do ex-diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, por prevaricação e improbidade administrativa. O documento já foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPMS), que deverá decidir sobre eventual denúncia judicial.
Considerado o “chefão” do consórcio que controla o transporte coletivo da Capital, Rezende é investigado por gestão fraudulenta à frente da concessão.
Mesmo após a repercussão das denúncias, Rezende continua ocupando cargo estratégico no Consórcio Guaicurus, participando de decisões importantes para a operação do sistema de transporte da Capital.
Participação na CPI
Convocado como um dos principais depoentes da comissão, Rezende negou irregularidades, argumentou que os problemas decorrem de desequilíbrio econômico-financeiro do contrato e defendeu novos subsídios públicos. Porém, vereadores rebateram suas declarações com documentos que evidenciaram movimentações financeiras suspeitas, falta de renovação da frota e descumprimentos contratuais. Para os parlamentares, o empresário teve papel central no sucateamento do transporte coletivo.
CPI do Transporte sugere indiciamento de Janine, Odilonzinho e Vinícius Leite por prevaricação e improbidade
O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Público, apresentado pela vereadora Ana Portela (PL) e assinado por todos os membros da comissão, apontou graves falhas na gestão e fiscalização do sistema e sugeriu o indiciamento de ex-dirigentes por prevaricação e improbidade administrativa.

Foram responsabilizados Janine de Lima Bruno (ex-diretor da Agetran) e Odilon de Oliveira Júnior (ex-diretor da Agereg), pela inércia na fiscalização do contrato do transporte coletivo, além de Vinícius Leite Campo (ex-diretor da Agereg), por não ter realizado a revisão tarifária de 2019, prevista em contrato e considerada essencial para manter o equilíbrio econômico-financeiro do sistema .
O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Público, apresentado pela vereadora Ana Portela e assinado por todos os membros da comissão, apontou graves falhas na gestão e fiscalização do sistema e sugeriu o indiciamento de ex-dirigentes por prevaricação e improbidade administrativa.
A CPI ainda recomendou que a Agereg tenha um mandato fixo de quatro anos para seu diretor-presidente, não coincidente com o do prefeito, como forma de garantir maior autonomia e estabilidade institucional. Outra sugestão é a realização de novos concursos públicos para reforçar os quadros técnicos de fiscalização da Agereg e da Agetran, que hoje operam com estruturas precárias .
Por outro lado, o relatório isentou de responsabilidade os atuais diretores da Agereg, José Mário Antunes e Otávio Figueiró, além do atual diretor da Agetran, Paulo da Silva.
Além do indiciamento dos ex-diretores, a CPI propôs o envio do relatório ao Ministério Público Estadual, ao Tribunal de Contas do Estado e ao Ministério Público do Trabalho, para que sejam apuradas eventuais irregularidades trabalhistas, financeiras e patrimoniais relacionadas ao Consórcio Guaicurus .