Candidato do Democracia Cristã defendeu transparência, criticou a impunidade e afirmou que “eles precisam pagar pelo que fazem”.
Invocando a proteção de Nossa Senhora Aparecida e de São Carlo Acutis, o economista Renato Gomes foi oficializado neste domingo (2) como candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pelo Democracia Cristã (DC). Em seu primeiro discurso como candidato, adotou um tom de ruptura, prometeu combater a corrupção e se apresentou como alternativa ao grupo político que há anos ocupa os principais espaços de poder no Estado.
Enquanto o governador Eduardo Riedel (PP) reúne em seu palanque antigos adversários políticos, como Capitão Contar, André Puccinelli, Nelsinho Trad, Rose Modesto e outras lideranças de diferentes partidos, Renato afirmou que Mato Grosso do Sul precisa iniciar um novo ciclo político.
“Vamos fazer a verdadeira revolução como nunca houve em Mato Grosso do Sul.”
Segundo ele, a população já não aceita mais o atual cenário.
“O nosso povo não aceita mais isso. Nós entendemos essa mesma visão de Mato Grosso do Sul que queremos apresentar para a sociedade. Um espírito de luta, de transparência e de honestidade com o dinheiro do povo.”
“O desenvolvimento precisa chegar às pessoas”
Ao longo do pronunciamento, Renato afirmou que os indicadores econômicos frequentemente apresentados pelos governos não refletem a realidade vivida pela população.
“Que o desenvolvimento tão falado desse Estado realmente chegue até as pessoas, o que não tem acontecido.”
O candidato defendeu uma mudança de prioridades na administração pública e afirmou que o crescimento precisa ser percebido pela população na geração de empregos, na melhoria dos serviços públicos e na qualidade de vida.

“Eles precisam pagar pelo que fazem”
O combate à corrupção foi uma das principais bandeiras apresentadas durante a convenção.
Renato citou operações policiais envolvendo desvios de recursos públicos e criticou a impunidade.
“Eles precisam pagar pelo que fazem.”
Também mencionou investigações envolvendo agentes públicos e afirmou que Mato Grosso do Sul precisa recuperar a confiança da população nas instituições.
Saúde, estradas e impostos
Renato fez críticas à situação da saúde pública, da infraestrutura e da elevada carga tributária.
“Não podemos aceitar que a saúde está na lama. Nossas estradas estão ruins.”
Ao falar da economia, criticou os custos enfrentados pelos sul-mato-grossenses.
“Como pode nossa cesta básica não ser desonerada?”
Também defendeu empregos com melhor remuneração.
“Existem milhares de vagas abertas, mas ninguém quer trabalhar ganhando um salário mínimo.”
“Não estou falando de esquerda nem de direita”
Apesar das críticas ao atual grupo político que administra o Estado, Renato procurou afastar sua candidatura da polarização nacional.
“Não estou falando de esquerda nem de direita, nem de Lula. Estou falando do nosso país.”
A declaração reforça a estratégia do Democracia Cristã de apresentar uma candidatura voltada às questões estaduais, apostando em um discurso de renovação política e gestão.

Convenção confirma chapa majoritária
Além de oficializar Renato Gomes ao Governo, a convenção homologou Luiz Lemes como candidato ao Senado.
A vaga de vice-governador permanece em aberto e deverá ser definida antes do prazo final para o registro das candidaturas.
Estreante em uma disputa pelo Executivo estadual, Renato inicia a campanha apostando em um discurso de renovação, combate à corrupção e críticas ao modelo político que hoje sustenta a reeleição do governador Eduardo Riedel, buscando se consolidar como uma alternativa ao eleitorado sul-mato-grossense.
