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De “prefeito mais louco” a “prefeito mais machista do Brasil”? Juliano Ferro acumula brigas públicas com mulheres e polêmicas em Ivinhema

Conhecido nacionalmente pelo apelido de “prefeito mais louco do Brasil”, Juliano Ferro (PSDB), de Ivinhema (MS), tem chamado mais atenção por suas polêmicas do que por sua gestão. Nas últimas semanas, seus embates públicos, especialmente com mulheres, somados a processos judiciais e ataques a outras autoridades, colocam a cidade mais uma vez no noticiário por motivos alheios à boa administração.

Na mais recente polêmica nesta quarta-feira, 2, Ferro publicou um vídeo nas redes sociais em tom agressivo contra a vice-prefeita Angela Casarotti Cardoso (PP). O motivo? A vice se reuniu com vereadores e garantiu repasses para a saúde municipal, o que incomodou o prefeito. Sem rodeios, Ferro afirmou: “A atribuição de um vice é ficar na dele e esperar a ausência do prefeito, numa morte ou em caso de afastamento.” A fala foi amplamente criticada por seu tom desrespeitoso e autoritário.

Esse episódio escancarou o distanciamento entre os dois e reforçou a forma como Juliano Ferro trata as mulheres no meio político. Em outro momento, o prefeito reagiu de maneira igualmente agressiva à ex-candidata a vereadora Cassy Monteiro (PL), dizendo que a “menina ainda não é ninguém na política”, uma fala considerada machista e desnecessária, principalmente vinda de um agente público. Também chamou atenção a forma como tornou pública a separação da ex-primeira-dama, em mais um episódio cercado de exposição e especulações.

O padrão de comportamento violento e desrespeitoso, especialmente com mulheres, vem chamando a atenção da população e ampliando o desgaste da imagem do prefeito. Ivinhema, infelizmente, tem sido lembrada mais pelas polêmicas do gestor do que por avanços administrativos ou boas práticas de governo.

Condenação por ameaça a deputado estadual

Além dos episódios envolvendo mulheres, Juliano Ferro também foi condenado pela Justiça a prestar um mês de serviços comunitários por ter ameaçado o deputado estadual Renato Câmara (MDB) durante uma entrevista concedida em 2021. A decisão foi tomada pela Seção Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, na última quarta-feira (25), e ainda cabe recurso.

A sentença se baseou nas declarações feitas pelo prefeito, que, segundo o Judiciário, ultrapassaram os limites da crítica política e configuraram uma ameaça direta à integridade física do parlamentar. Em trecho reproduzido nos autos do processo, Ferro afirmou:

“A hora que ver que não der mais, sabe o que acontece? Acabo com a minha vida e com a dele. Já resolve esse problema, que está encaminhando para isso, desse cabra.”

A fala foi interpretada como ameaça concreta, agravada pelo histórico de animosidade entre os dois políticos. A Justiça considerou o comportamento do prefeito incompatível com o cargo que ocupa e determinou a pena alternativa de prestação de serviços à comunidade.

Esse episódio reforça o perfil de confronto que Juliano Ferro tem cultivado ao longo do mandato. Em vez de protagonizar debates sobre gestão e desenvolvimento, o prefeito tem sido destaque por declarações explosivas, brigas públicas e condutas condenadas judicialmente.