Na sustentação oral, a defesa de Jair Bolsonaro, conduzida pelo advogado Celso Vilardi, adotou tom firme ao rejeitar as acusações. O argumento central é simples: a transição de poder em 2022 ocorreu normalmente, sem tanques nas ruas, sem intervenção militar e sem decreto em vigor.
Vilardi destacou que Bolsonaro apenas discutiu cenários com assessores, mas jamais determinou ações concretas. “Não há uma única ordem executada que configure golpe”, afirmou. Essa linha de defesa desmonta a narrativa da PGR, que se apoia em rascunhos de documentos e delações premiadas de militares e ex-assessores pressionados por acordos de colaboração.
Outro ponto levantado foi a seletividade da Justiça. Enquanto Bolsonaro enfrenta um processo que pode resultar em até 40 anos de prisão, políticos envolvidos em escândalos comprovados de corrupção seguem livres, blindados por decisões da mesma corte. Para os conservadores, o julgamento reforça a percepção de dois pesos e duas medidas no sistema judicial brasileiro.