Em depoimento que acontece nesta terça-feira, no inquérito que investiga uma suposta trama golpista para reverter o resultado das eleições de 2022. O ex-presidente Jair Bolsonaro buscou minimizar declarações polêmicas e alegou ter sido alvo de restrições que, segundo ele, prejudicaram sua campanha à reeleição.
Questionado por Moraes sobre uma fala em que mencionava a possível distribuição de “30 ou 50 milhões de dólares” entre integrantes das instituições, Bolsonaro afirmou que se tratava de um desabafo sem base concreta e negou qualquer intenção de acusar diretamente ministros do STF ou do TSE de conduta imprópria.
“Não tem indício nenhum, seu ministro. Tanto é que era para não ser gravada, um desabafo, uma retórica que eu usei. Se fossem outros três ocupando [os cargos], teria falado a mesma coisa”, declarou o ex-presidente, acrescentando: “Me desculpem. Não tinha essa intenção de acusar de qualquer desvio de conduta dos senhores três.”
Na tentativa de justificar suas ações e falas durante o período eleitoral, Bolsonaro alegou ter enfrentado forte cerceamento de sua liberdade de comunicação e campanha, principalmente por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Eu não pude, por intenção do TSE, fazer live do Alvorada. Eu cheguei aqui na casa de um conhecido para fazer uma live. Eu não podia usar imagens do 7 de Setembro, minhas na ONU, nem do enterro da rainha Elizabeth”, reclamou. Ele também criticou a decisão judicial que, segundo ele, o impediu de anunciar a redução de combustíveis durante o pleito.