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Depois de 24 horas, Lula comenta operação no Rio e defende PEC da Segurança

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou na noite desta quarta-feira (29) sobre a megaoperação das forças de segurança nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que deixou ao menos 121 mortos e resultou na prisão de 113 pessoas ligadas ao Comando Vermelho (CV). O pronunciamento veio mais de 24 horas após o início da ação, marcada por confrontos intensos e mortes de quatro policiais.

Em publicação no X (antigo Twitter), Lula afirmou ter se reunido pela manhã com ministros e determinado ao ministro da Justiça e ao diretor-geral da Polícia Federal que fossem ao Rio de Janeiro se reunir com o governador Cláudio Castro. O presidente destacou a necessidade de “um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco”.

A operação, considerada uma das maiores da história do Rio, prendeu nomes de peso do CV, como Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quitungo, e Nicolas Fernandes Soares, apontado como operador financeiro da facção. O principal alvo, Edgar Alves de Andrade, o Doca, conseguiu escapar com o apoio de uma rede de segurança de cerca de 70 pessoas. Ele é suspeito de chefiar o Comando Vermelho nas ruas e tem 20 mandados de prisão em aberto. O governo do estado oferece recompensa de R$ 100 mil por informações que levem à sua captura.

Apesar da gravidade da operação, o pronunciamento de Lula não fez menção direta às mortes nem aos agentes que perderam a vida. O presidente concentrou o discurso na proposta de uma PEC da Segurança, enviada ao Congresso Nacional, para unificar a atuação das diferentes forças policiais no combate ao crime organizado.

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