A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria, nesta segunda-feira (24), para manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O placar foi consolidado a partir dos votos dos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin — ambos indicados por Luiz Inácio Lula da Silva em seu terceiro mandato — que acompanharam integralmente o relator, ministro Alexandre de Moraes.
O julgamento, realizado no plenário virtual da Primeira Turma, segue aguardando apenas o voto da ministra Cármen Lúcia. Ainda assim, a manutenção da prisão já está garantida com a maioria formada.
A decisão não causou surpresa nos bastidores de Brasília. Críticos apontam que Dino, ex-ministro da Justiça de Lula, e Zanin, ex-advogado pessoal do presidente antes de chegar ao Supremo, novamente alinharam seus votos ao entendimento de Moraes — consolidando a expectativa de que o núcleo de ministros indicados por Lula atuaria de maneira convergente em processos envolvendo o ex-presidente Bolsonaro.
A prisão preventiva, decretada por Moraes no sábado (22), gerou forte reação no meio político e segue sendo tema central do debate nacional. A Primeira Turma, composta por quatro ministros, deve concluir oficialmente a votação ainda nesta segunda-feira.