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Dono do Consórcio Guaicurus “foge” da CPI e apresenta atestado para evitar depoimento

Em meio à fase decisiva da CPI do Transporte Coletivo da Câmara Municipal de Campo Grande, o sócio‑proprietário do Consórcio Guaicurus, Paulo Constantino, surpreendeu ao, nesta quarta-feira (18), apresentar um atestado médico para se ausentar da oitiva.

Durante as oitivas realizadas na segunda-feira (16), executivos do consórcio admitiram várias irregularidades. O ex‑presidente João Rezende reconheceu que parte da frota circula sem seguro de responsabilidade civil e que a renovação da frota prevista em contrato não foi cumprida, alegando ainda coação institucional por parte da CPI  . Já o diretor jurídico-administrativo, Leonardo Dias Marcello, confirmou que o consórcio opera em prejuízo e recusou-se a rescindir o contrato, preferindo renegociá-lo  .

O próprio presidente da CPI, vereador Dr. Lívio, afirmou que os depoimentos trouxeram à tona “diversas irregularidades” por parte do consórcio e da prefeitura, e garantiu empenho para responsabilização “doa a quem doer”  .

O clima na Câmara é de irritação. Membros da CPI avaliam nos bastidores que a ausência de Constantino demonstra desprezo pelas investigações e pela população que depende diariamente do serviço de transporte público. A CPI, que já ouviu outros representantes do consórcio nos últimos dias, considera o depoimento do empresário essencial para esclarecer irregularidades já admitidas por outros executivos.

Diante do episódio, o portal O Contribuinte, que acompanha de perto as ações da CPI, entrou em contato com os principais titulares da comissão para saber se haverá nova convocação de Paulo Constantino ou se a ausência será tratada com complacência.