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Economista Renato é oficializado pelo DC e entra na corrida pelo governo de MS

Pré-candidato defende reforma tributária, combate a privilégios e se coloca contra grupos tradicionais

O partido Democracia Cristã (DC) oficializou o nome do economista Renato Gomes, conhecido como “Economista Renato”, como pré-candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026. A decisão foi anunciada pela executiva estadual da sigla, com aval das direções nacional e regional.

A oficialização ocorre após o próprio economista reafirmar publicamente sua intenção de disputar o cargo, em um discurso marcado por críticas ao cenário político estadual e ao modelo de gestão vigente.

Perfil e trajetória

Economista Renato ganhou notoriedade nas redes sociais ao se posicionar de forma incisiva contra privilégios da classe política e práticas que, segundo ele, prejudicam a população.

No cenário estadual, tornou-se um crítico frequente do ex-governador Reinaldo Azambuja, do presidente da Câmara Municipal de Campo Grande Epaminondas Neto (Papy) e também da bancada do PL em Campo Grande, formada por André Salineiro, Ana Portela e Rafael Tavares.

No plano nacional, Renato também adota uma postura de independência. Ele evita vinculação tanto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, sendo crítico de ambos os campos políticos.

Com perfil técnico, o pré-candidato tem como principal bandeira a revisão da política econômica do Estado. Ele afirma que pretende levar esse debate diretamente contra o atual governador Eduardo Riedel.

Em suas declarações, Renato costuma se referir a Riedel como “biólogo”, em alusão à formação acadêmica do governador, e questiona sua condução administrativa. Segundo o economista, o chefe do Executivo estadual não teria perfil de gestor com visão empresarial. “Não tem perfil de CEO”, afirma, defendendo que esse debate precisa ser exposto à população.

Discurso de enfrentamento

Renato tem adotado um tom crítico ao atual comando do Estado, afirmando que Mato Grosso do Sul estaria há mais de uma década sob influência de um mesmo grupo político, ligado a Eduardo Riedel e Reinaldo Azambuja.

Ele também menciona investigações envolvendo gestões passadas e atuais, apontando o que classifica como problemas estruturais na administração pública.

“Nova via” e propostas

O pré-candidato se apresenta como uma alternativa ao que chama de “velhas práticas” da política local, defendendo uma via independente.

Entre suas propostas, destacam-se:

Revisão do sistema tributário estadual

Combate a desperdícios públicos

Redução de privilégios no alto escalão

Investimentos estratégicos no setor energético

Renato também critica o cenário econômico atual, com foco na alta carga tributária e nos juros elevados.