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Economista Renato se mantém pré-candidato ao governo e chama apoiadores para enfrentar “grupo de Riedel”

Discurso mira gestão estadual, sistema tributário e cenário político local

O economista Renato Gomes, conhecido nas redes como “Economista Renato”, publicou nesta segunda-feira, 30, um posicionamento político em que reafirma sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso do Sul e convoca apoiadores para compor um grupo de enfrentamento ao atual comando do Estado.

Na mensagem, Renato destaca que a semana é considerada decisiva para os partidos, diante do fechamento de composições e definição de nomes que disputarão as eleições. Ele se coloca como liderança de um bloco alternativo ao governo estadual e afirma que pretende representar uma nova via política.

Discurso contra grupo no poder e críticas à gestão estadual

No vídeo, Renato Gomes faz duras críticas ao atual cenário político sul-mato-grossense. Ele afirma que o Estado estaria há mais de uma década sob domínio de uma mesma estrutura de poder, citando diretamente o governador Eduardo Riedel e o ex-governador Reinaldo Azambuja.

O economista menciona investigações e episódios envolvendo integrantes de gestões passadas e atuais, apontando o que classifica como uma estrutura marcada por problemas e irregularidades. No discurso, ele também associa Riedel à influência política de Azambuja, reforçando a crítica ao grupo que hoje comanda o Estado.

Proposta de “nova via” e enfrentamento político

Renato se apresenta como alternativa ao que chama de “velhas raposas” da política local. Segundo ele, sua proposta é construir uma via independente, que não esteja alinhada nem ao campo político ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nem ao grupo associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na publicação, ele cita diretamente outros nomes do cenário político, afirmando que o ex-deputado federal Fabio Trad estaria alinhado ao governo federal, enquanto João Henrique Catan seguiria uma linha bolsonarista..

Diante disso, Renato defende a criação de um caminho próprio, voltado, segundo ele, aos interesses da população sul-mato-grossense.

Críticas ao sistema econômico e propostas

Além do embate político, o pré-candidato também direciona críticas ao modelo econômico atual. Ele menciona a alta taxa de juros e o que considera um regime tributário injusto, defendendo mudanças estruturais.

Entre os pontos levantados estão:

Retomada da progressividade tributária no Estado

Combate a desperdícios públicos

Enfrentamento de privilégios no alto escalão

Desenvolvimento energético como estratégia de crescimento

Renato afirma que essas mudanças seriam fundamentais para reposicionar Mato Grosso do Sul economicamente.

Convocação popular e formação de grupo

Um dos principais pontos da publicação é o chamado direto à população. Renato Gomes pede que interessados em participar do projeto político entrem em contato por meio de mensagem privada, com o objetivo de formar uma base de apoio.

Ele afirma que o sucesso da candidatura depende do engajamento popular e da construção coletiva de um grupo disposto a disputar espaço com as lideranças tradicionais do Estado.

Cenário eleitoral ganha novos contornos

Com a movimentação, Renato Gomes se posiciona oficialmente como mais um nome na disputa pelo governo estadual em 2026. Ele passa a integrar um cenário que já conta com pré-candidaturas relevantes.

No quadro atual, também figuram:

Eduardo Riedel, que deve buscar a reeleição

João Henrique Catan, que deve disputar pelo Partido Novo

Fabio Trad, que deve concorrer pelo Partido dos Trabalhadores

A entrada de Renato amplia o debate e reforça a tendência de uma eleição marcada por múltiplas candidaturas e discursos de polarização e renovação política em Mato Grosso do Sul.