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Em primeiro posicionamento após greve, Adriane diz que Prefeitura está em dia e aciona a Justiça contra o consórcio

Prefeita afirma que Campo Grande não pagará pela má gestão da empresa e cobra fim imediato da paralisação

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, se manifestou publicamente pela primeira vez sobre a greve do transporte coletivo iniciada na manhã desta segunda-feira (15). Em publicação feita nas redes sociais na tarde desta terça-feira (16), a chefe do Executivo municipal afirmou que o município está rigorosamente em dia com os pagamentos ao consórcio responsável pelo serviço e classificou a paralisação como abusiva.

No vídeo, Adriane afirmou que a Prefeitura disponibilizou documentos para comprovar que todas as obrigações financeiras foram cumpridas. Segundo ela, não há débitos do município que justifiquem a paralisação. “O município de Campo Grande está rigorosamente em dia com os pagamentos, e vou deixar um link com todos os documentos comprovando o que nós já fizemos”, declarou.

Greve abusiva e medidas judiciais

A prefeita destacou que a paralisação desrespeita a determinação judicial que estabelece a circulação mínima de 70% da frota, o que, segundo ela, caracteriza a greve como abusiva. Diante disso, afirmou que a Prefeitura adotou todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para garantir a retomada do serviço.

“Como esse percentual não está sendo cumprido, é uma greve abusiva. Nós tomamos todas as medidas para que o transporte volte a circular, sem trazer prejuízo para a cidade”, afirmou Adriane Lopes, ressaltando que o município irá cobrar da empresa a prestação do serviço.

Salários são responsabilidade da empresa

Outro ponto abordado pela prefeita foi a situação dos trabalhadores do transporte coletivo. Adriane reconheceu o direito dos funcionários ao recebimento de salários e do décimo terceiro, mas deixou claro que a responsabilidade é exclusiva da empresa concessionária.

“É direito dos trabalhadores receber o salário e o décimo terceiro. Mas a Prefeitura não pode ser responsabilizada pela má gestão dos recursos desta empresa”, afirmou. Segundo ela, o município seguirá cobrando que o serviço seja retomado o mais rápido possível, mas sem assumir obrigações que não lhe competem.

Ao final da publicação, a prefeita afirmou que a gestão municipal continuará fiscalizando, cobrando e buscando resultados para a população de Campo Grande, reforçando que o transporte coletivo é um serviço essencial e não pode ser interrompido.