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Estudo revela que brasileiros passam mais de 12 anos em más condições de saúde

Os brasileiros vivem, em média, 12,5 anos em condições consideradas ruins de saúde, segundo estudo publicado na revista científica The Lancet Public Health. O levantamento analisou dados de 204 países e territórios e coloca o Brasil na 16ª posição entre as nações onde a população passa mais tempo convivendo com doenças ou incapacidades.

O indicador utilizado pelos pesquisadores mede a diferença entre a expectativa de vida ao nascer e a expectativa de vida saudável, descontando os anos vividos com problemas de saúde que comprometem a qualidade de vida. Desde 1990, esse período aumentou 20% no Brasil, passando de 10,4 para 12,5 anos.

Segundo o estudo, o avanço é observado em praticamente todo o mundo. Entre as principais causas dos anos vividos em más condições de saúde estão os distúrbios musculoesqueléticos, como dores na coluna, os transtornos mentais, especialmente depressão e ansiedade, além de doenças relacionadas à perda de visão e audição, lesões por quedas e outras enfermidades crônicas não transmissíveis.

Os pesquisadores também identificaram fatores de risco importantes, como glicemia elevada, obesidade, tabagismo e desnutrição infantil e materna. Na América Latina e no Caribe, a glicemia alta e o excesso de peso aparecem entre os principais desafios para a saúde da população.

O levantamento integra o estudo Global Burden of Disease 2023, conduzido pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), da Universidade de Washington, e reforça a necessidade de ampliar políticas de prevenção, diagnóstico precoce e promoção da saúde para reduzir o impacto das doenças na qualidade de vida da população.