O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (18) que o apoio americano à Ucrânia seguirá firme, mesmo diante das negociações em curso com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e líderes europeus.
Durante coletiva após as reuniões, Trump foi questionado se esse seria “o fim do caminho” para o suporte de Washington ao país do Leste Europeu. Ele respondeu de forma categórica:
“Nunca posso dizer isso. Nunca é o fim do caminho. Pessoas estão morrendo e queremos parar com isso. Então, eu não diria que é o fim do caminho.”
Contexto da guerra
A guerra na Ucrânia começou em fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou uma invasão em larga escala. Desde então, Moscou controla cerca de 20% do território ucraniano, incluindo as regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia, que foram anexadas unilateralmente pelo presidente russo, Vladimir Putin, ainda no primeiro ano do conflito.
Atualmente, os combates se concentram principalmente no leste ucraniano, onde as tropas russas avançam de forma lenta, mas consistente. Em resposta, Kiev tem ampliado ataques contra alvos em território russo, alegando que o objetivo é enfraquecer a infraestrutura militar de Moscou.
Do outro lado, o governo russo intensificou as ofensivas aéreas, com uso de drones e mísseis. Ambos os lados negam mirar civis, mas o número de vítimas ultrapassa milhares — sendo a maioria delas ucranianas. Estimativas americanas apontam que ao menos 1,2 milhão de pessoas morreram ou ficaram feridas desde o início da guerra.
Trump pressiona por acordo
Apesar de reafirmar o apoio à Ucrânia, Trump tem defendido, desde antes de sua volta à Casa Branca, a necessidade de um acordo de paz para encerrar a guerra. A fala desta segunda reforça a posição dos Estados Unidos de não abandonar Kiev, mas também sinaliza a busca por uma saída negociada para o conflito, que já se arrasta por mais de três anos.