Campo Grande deu mais um passo para consolidar sua posição estratégica na Rota Bioceânica ao sediar o Tarapacá Day, evento internacional realizado nos dias 7 e 8 de julho que reuniu autoridades brasileiras e chilenas, empresários e representantes de instituições públicas e privadas. A iniciativa teve como foco ampliar as relações comerciais com a região de Tarapacá, no norte do Chile, e abrir novas oportunidades de negócios para empresas da Capital, especialmente com os mercados da Ásia-Pacífico.
Promovido com apoio da Prefeitura de Campo Grande, o encontro aproximou o setor produtivo local de parceiros estratégicos, como a Zona Franca de Iquique (ZOFRI) e a Empresa Portuária de Iquique (EPI). Durante as apresentações, empresários conheceram os incentivos fiscais oferecidos pela zona franca chilena, além de soluções logísticas que podem reduzir custos e o tempo de transporte de mercadorias destinadas aos mercados asiáticos.
A prefeita Adriane Lopes destacou que a integração com instituições chilenas vai além da logística e representa uma oportunidade para fortalecer a competitividade das empresas de Campo Grande. Segundo ela, a parceria contribui para desburocratizar processos de comércio exterior, ampliar mercados e estimular a internacionalização dos negócios locais, consolidando a Capital como um eixo estratégico de desenvolvimento na América do Sul.
Além das discussões sobre comércio exterior, os painéis técnicos abordaram temas como inovação, atração de investimentos privados, integração regional e desenvolvimento de startups. A proposta é transformar Campo Grande não apenas em um corredor logístico da Rota Bioceânica, mas também em um polo de inovação, tecnologia e decisões estratégicas voltadas ao comércio internacional.
Como um dos principais resultados do evento, o Parque Tecnológico e de Inovação de Campo Grande (Parktec CG) assinou um Termo de Cooperação com o Governo Regional de Tarapacá. O acordo prevê a realização de seminários, missões técnicas, programas de capacitação, rodadas de negócios e ações voltadas à identificação de desafios e oportunidades relacionados à Rota Bioceânica, além de aproximar o ecossistema de inovação sul-mato-grossense de investidores estrangeiros.
A Rota Bioceânica é considerada um dos principais projetos de integração da América do Sul. O corredor ligará o Centro-Oeste brasileiro aos portos do norte do Chile, passando por Paraguai e Argentina, reduzindo o tempo e os custos das exportações para mercados como China, Japão e outros países da Ásia. Nesse cenário, Campo Grande busca fortalecer seu papel como porta de entrada para novos investimentos, negócios e oportunidades de desenvolvimento econômico.