O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta terça-feira (25), que recebeu a informação de que teria sido proibido o envio das refeições preparadas pela família ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Segundo ele, se confirmada, “a decisão é desumana”.
Flávio relatou que a comida enviada pela família segue rigorosamente as prescrições médicas recomendadas ao ex-presidente, que mantém restrições alimentares desde cirurgias no aparelho digestivo. Ele destacou que Bolsonaro precisa de dieta específica para evitar complicações no fluxo intestinal.
“Acabei de ter a informação de que alguém, não sei de quem partiu a ordem, proibiu que a família trouxesse a comida dele, feita com base na prescrição médica. Ele precisa ter uma alimentação especial por causa das sequelas da cirurgia dele. Me soa muito estranho que alguém tivesse dado essa determinação para ir contra o que os médicos prescreveram”, afirmou o senador.
Flávio também disse que não desconfia dos policiais federais responsáveis pela custódia, mas enfatizou que Bolsonaro sempre demonstrou preocupação com a origem das refeições fornecidas institucionalmente.
Segundo ele, o ex-presidente tem recusado alimentos servidos pela PF desde sábado, por receio de que algo pudesse ser adulterado. “Há a preocupação de que pudessem fazer alguma coisa com ele aqui”, declarou.
Além do senador, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) também visitou o pai nesta terça-feira e relatou preocupação com as condições de alimentação.
Até o momento, a Polícia Federal não confirmou nem detalhou qualquer alteração no protocolo de entrega de refeições a Bolsonaro.