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Flávio e Contar ficam fora de colinhas de Jamilson e Dagoberto distribuídas em Campo Grande

Materiais distribuídos em bairros de Campo Grande chegaram ao O Contribuinte e revelam composição diferente da defendida publicamente pelo governador.

A poucos dias das eleições, colinhas eleitorais das campanhas de Jamilson Name e Dagoberto Nogueira, candidatos à reeleição, estão sendo distribuídas em bairros de Campo Grande com duas ausências que chamam atenção: Flávio Bolsonaro, na disputa pela Presidência da República, e Capitão Contar, candidato ao Senado.

O Contribuinte teve acesso a exemplares dessas folhinhas que estão circulando pela Capital. Nos materiais analisados pela reportagem, aparecem as indicações dos próprios candidatos e de nomes que integram a composição eleitoral apoiada por eles.

Entretanto, quando a colinha chega à Presidência da República, não há candidato indicado. A mesma situação ocorre em uma das duas escolhas para o Senado Federal.

Veja:

Enquanto dois espaços permanecem sem preenchimento, outros nomes aparecem normalmente nas folhinhas: Eduardo Riedel, candidato à reeleição ao Governo de Mato Grosso do Sul, e Reinaldo Azambuja, candidato ao Senado.

Assim, o material que está chegando às mãos de eleitores de Campo Grande apresenta uma composição que não reproduz integralmente os apoios manifestados publicamente pelo governador.

Riedel tem posição diferente

A situação chama atenção porque Jamilson e Dagoberto pertencem ao mesmo partido de Eduardo Riedel.

O governador tem se posicionado publicamente em apoio a Flávio Bolsonaro na disputa presidencial desde a pré-campanha.

Na semana passada, Riedel participou ainda de uma live ao lado de Flávio Bolsonaro, Capitão Contar e Tereza Cristina. Durante a transmissão, foram abordados temas relacionados ao desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, ao agronegócio, à segurança na região de fronteira e aos desafios enfrentados pelo Estado.

A participação reforçou publicamente a composição política defendida pelo governador nesta eleição.

Essa composição, entretanto, não aparece completa nas colinhas de Jamilson e Dagoberto às quais O Contribuinte teve acesso.

Riedel e Reinaldo aparecem; Flávio e Contar, não

É justamente a comparação dos espaços da folhinha que chama atenção.

Riedel está indicado para governador. Reinaldo Azambuja aparece como uma das escolhas para o Senado.

Na sequência, porém, a segunda vaga de senador permanece sem indicação, assim como o espaço reservado ao candidato à Presidência da República.

Dessa forma, Capitão Contar e Flávio Bolsonaro não aparecem nas colinhas analisadas pela reportagem.

No caso do Senado, Mato Grosso do Sul escolherá dois representantes nesta eleição. A segunda vaga reúne candidatos de diferentes campos políticos, incluindo Contar, além de Vander Loubet (PT) e Soraya Thronicke (PSB), entre outros nomes registrados na disputa.

Já na eleição presidencial, Flávio Bolsonaro está entre os candidatos que disputam o Palácio do Planalto, em uma corrida que também conta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre outros concorrentes.

Apesar disso, as folhinhas não apresentam orientação para nenhuma dessas duas escolhas.

Material circula nos bairros de Campo Grande

As colinhas às quais O Contribuinte teve acesso estão sendo distribuídas em bairros de Campo Grande nesta reta final da campanha.

Esse tipo de material é utilizado tradicionalmente pelas campanhas nos últimos dias antes da votação para facilitar a identificação dos números dos candidatos no momento em que o eleitor vai às urnas.

Por isso, os espaços deixados sem indicação ganham relevância eleitoral. Para encerrar, O Contribuinte também realizou buscas nas redes sociais de Jamilson Name e Dagoberto Nogueira e não encontrou, até a publicação desta matéria, materiais de campanha com indicação de voto em Flávio Bolsonaro para presidente ou Capitão Contar para o Senado.

O espaço permanece aberto às assessorias dos dois candidatos para o envio de eventuais materiais que apresentem essas indicações e também para esclarecer por que as colinhas que estão sendo distribuídas em bairros de Campo Grande deixam de fora justamente os candidatos apoiados publicamente pelo governador Eduardo Riedel, principal liderança do partido no Estado.