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Fora da disputa, Neno deve provocar reorganização da chapa do PL para deputado federal

O Contribuinte apurou que Marcos Pollon deverá disputar a reeleição após definição da candidatura de Capitão Contar ao Senado.

A decretação da prisão do ex-deputado estadual Neno Razuk também produz reflexos no cenário político de Mato Grosso do Sul e deve alterar os planos do Partido Liberal (PL) para as eleições de 2026.

Antes dos recentes desdobramentos judiciais, Neno era apontado como um dos pré-candidatos da legenda à Câmara dos Deputados. Com a condenação criminal e a nova decisão judicial, a tendência é que sua participação no processo eleitoral se torne praticamente inviável.

Nos bastidores do partido, a avaliação é de que a vaga anteriormente reservada ao ex-deputado deverá ser ocupada por outro nome competitivo da legenda.

O Contribuinte apurou que o deputado federal Marcos Pollon caminha para disputar a reeleição à Câmara Federal, embora ainda não tenha feito anúncio oficial sobre sua candidatura.

A movimentação ganhou força após a definição interna do Partido Liberal em favor do Capitão Contar como o segundo nome da legenda para a disputa ao Senado Federal, decisão baseada em pesquisas internas realizadas pelo partido.

Com Contar concentrando o projeto majoritário ao Senado e diante das dificuldades jurídicas enfrentadas por Neno Razuk, cresce a expectativa de que Pollon permaneça na disputa pela Câmara dos Deputados, fortalecendo a chapa proporcional do PL.

A reorganização também deve intensificar a concorrência interna dentro da legenda, considerada uma das chapas mais disputadas do Estado para a eleição de deputado federal.

Apesar das movimentações de bastidores, o Partido Liberal ainda não oficializou sua composição final de pré-candidatos para as eleições de 2026, e o cenário permanece sujeito a mudanças até o período das convenções partidárias.

Justiça decreta prisão de Neno Razuk após perda do mandato na Assembleia Legislativa

A Justiça de Mato Grosso do Sul decretou, nesta quarta-feira (8), a prisão do ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk. A decisão representa mais um desdobramento da Operação Sucessione e ocorre 47 dias após a perda do mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS).

Neno Razuk foi condenado em primeira instância a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa, roubo e exploração do jogo do bicho. Enquanto exercia o mandato parlamentar, respondia ao processo em liberdade em razão da imunidade parlamentar prevista na Constituição.

Com a saída da Assembleia Legislativa, o cenário jurídico mudou. A prisão decretada nesta quarta-feira era considerada uma possibilidade diante da condenação e do fim das prerrogativas parlamentares.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Razuk e familiares integravam uma organização responsável pela exploração do jogo do bicho no Estado, principalmente em Dourados.

As investigações apontam que o grupo buscava assumir o controle da atividade após a desarticulação de outra organização criminosa pela Operação Omertà. Conforme o Ministério Público, integrantes da organização também teriam participado de roubos contra um grupo rival em Campo Grande, durante a disputa pelo controle da exploração ilegal.

Na sentença condenatória, o juiz José Henrique Castelfranco concluiu que havia provas da atuação estruturada da organização criminosa e destacou que o grupo utilizava violência para consolidar sua atuação.

Segundo a decisão judicial, a organização possuía armamento e contava com a participação de policiais militares da reserva para intimidar rivais e trabalhadores ligados ao jogo do bicho, utilizando a força para ampliar seu domínio sobre a atividade ilegal.

A defesa de Neno Razuk informou que ainda não teve acesso ao mandado de prisão e, por esse motivo, afirmou que não irá se manifestar sobre o mérito da decisão neste momento.