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Gecoc mira desvio de R$ 5,4 milhões e prende diretor de hospital em ação contra corrupção

O diretor do Hospital Elmíria Silvério Barbosa, Jacob Breure, foi detido na manhã desta terça-feira durante a Operação “Dirty Pix”, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul. A ação apura um esquema milionário de desvio de recursos públicos destinados à área da saúde em Sidrolândia.

A prisão ocorreu após policiais encontrarem uma arma sem documentação legal na residência do diretor, um dos 18 alvos de busca e apreensão da operação, cumpridos tanto em Sidrolândia quanto em Manaus (AM).

Desvio de R$ 5,4 milhões na saúde

Segundo o Ministério Público, a investigação identificou o desvio de aproximadamente R$ 5,4 milhões que haviam sido repassados pelo governo do Estado ao município para a compra de um aparelho de ressonância magnética e um autoclave hospitalar. Em vez de chegarem integralmente ao hospital, parte dos recursos teria sido desviada por integrantes da administração da unidade, em conluio com a empresa fornecedora dos equipamentos.

Ainda conforme o MP, a fornecedora teria bancado vantagens indevidas a vereadores de Sidrolândia, utilizando transferências via Pix — origem do nome da operação. Os valores, segundo o Gecoc, eram enviados diretamente ou por intermediários ao então presidente do hospital e aos parlamentares envolvidos no esquema.

Vice-prefeita e vereadores entre os alvos

A operação também alcançou nomes de peso na política local. Entre os alvos estão a atual vice-prefeita, Cristina Fiuza, além dos vereadores Gabriel Auto Car, Clednaldo Cotocio e Adailton Joarildo. Ex-vereadores como Cristina Fiuza e Elieu Vaz também foram citados nas decisões judiciais.

A lista ainda inclui Enelvo Felini Júnior, Izaqueu de Souza, José Ademir Gabardo, Júlia Carla Nascimento, Júlio César Alves da Silva, Silvio de Azevedo Pereira, além das empresas Pharbox Distribuidora Farmacêutica, Farma Medical Distribuidora e o próprio Hospital Dona Elmíria.

Pix Sujo

O nome da operação, “Dirty Pix”, é uma referência direta ao método usado para movimentar o dinheiro ilícito: transferências bancárias via Pix, feitas de forma direta ou por terceiros, para sustentar o esquema de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

As investigações seguem em andamento, e o Ministério Público ainda deve ouvir envolvidos e analisar documentos apreendidos para avançar no detalhamento do suposto esquema.