(67) 9 9689-6297 | ocontribuintebr@gmail.com

Gianni e Contar vão à Paulista, sinalizam lealdade e sonham com a bênção de Bolsonaro para o senado em 2026

A eleição para o Senado Federal em 2026 promete ser uma das mais acirradas em Mato Grosso do Sul, especialmente dentro da base bolsonarista. Nomes de peso como a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o deputado federal Luiz Ovando (PP), o também deputado Marcos Pollon (PL) e o ex-deputado Capitão Contar (PRTB), estão no tabuleiro, disputando não apenas o voto do eleitor, mas sobretudo o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), considerado essencial para consolidar qualquer candidatura.

O ato realizado na Avenida Paulista no último domingo (29) foi o mais recente termômetro da força bolsonarista e serviu também como palco simbólico da largada informal da corrida senatorial. Gianni Nogueira e Capitão Contar, os dois únicos pré-candidatos sul-mato-grossenses que participaram do evento, saíram na frente no esforço de sinalização de fidelidade ao ex-presidente.

Veja os bastidores e os nomes que disputam o apoio de Bolsonaro

Gianni Nogueira, que integra o PL, partido de Bolsonaro, já conta com manifestações públicas de apoio do ex-presidente, algo que pesa a seu favor na disputa interna. Aliada de longa data do bolsonarismo em MS, a vice-prefeita de Dourados e esposa do deputado federal Rodolfo Nogueira, o “gordinho do Bolsonaro” vem trabalhando nos bastidores para consolidar seu nome como o principal da base conservadora para a vaga do Partido Liberal ao Senado que estará em disputa no estado.

Apesar de contar com o apoio mais visível até o momento, Gianni ainda enfrenta resistência dentro do próprio PL, onde há outros interessados na vaga, um dos principais é o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB), cuja filiação ao PL ainda não foi oficializada, mas é tratada como certa por diversos veículos de imprensa de Mato Grosso do Sul. Mesmo sem uma confirmação formal, Azambuja já vem sendo apontado como o provável nome do partido para disputar a vaga no Senado, o que aumentou a tensão interna entre os demais postulantes.

Reinaldo Azambuja, que governou o Estado por dois mandatos e mantém forte influência na política sul-mato-grossense, ainda não recebeu nenhum apoio público de Jair Bolsonaro, tampouco teve sua entrada oficialmente validada pela executiva nacional do PL. Ainda assim, articula nos bastidores para se tornar o candidato de consenso de Bolsonaro em 2026, mesmo enfrentando resistências de parte significativa da base bolsonarista, que o vê como um nome distante do alinhamento ideológico esperado.

Já Capitão Contar, ex-candidato ao governo do Estado em 2022 pelo PRTB, também participou do ato na Paulista e tenta viabilizar sua candidatura com o apoio do bolsonarismo, seja por seu partido atual ou eventualmente migrando para outra legenda. Nos bastidores, Contar vem se aproximando do PP (Progressistas), partido de Tereza Cristina, com quem busca se aliar para disputar a vaga ao Senado.

Caso migre para o Progressistas, Contar enfrentará uma disputa interna dentro do PP com o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro, favorito para concorrer pela sigla e com o deputado federal Luiz Ovando, que corre por fora dentro do grupo de Tereza. Contar não descarta uma candidatura pelo atual partido PRTB, caso não consiga convencer a senadora Tereza Cristina que é o nome mais competitivo pro partido e também estuda proposta do Partido Novo.

Outro nome em evidência é o do deputado federal Marcos Pollon (PL), que embora evite declarações públicas sobre qual cargo pretende disputar em 2026, é apontado como um dos pré-candidatos mais fortes da direita em MS. Com atuação destacada na Câmara, Pollon pode ser tanto uma alternativa ao Senado como um nome competitivo para o governo do Estado.

Sua decisão, segundo apuração do portal O Contribuinte, deve ser tomada após viagem aos Estados Unidos, onde está acompanhado de seu aliado de primeira hora, Eduardo Bolsonaro. A influência de Eduardo, considerado “padrinho político” de Pollon, pode ser decisiva para definir o rumo da sua candidatura.

Com forte atuação internacional e proximidade consolidada com o staff do presidente dos EUA, Donald Trump, Eduardo Bolsonaro se consolidou como uma das figuras mais influentes junto ao pai, Jair Bolsonaro. Essa influência direta faz com que Eduardo tenha papel determinante nas articulações da direita para as eleições de 2026. No caso de Mato Grosso do Sul, caso Eduardo defina que Marcos Polon deve ser um dos nomes ao Senado ou mesmo ao governo estadual, o movimento pode redesenhar completamente o tabuleiro político. Apesar de ter sua trajetória política ligada ao PL, Polon também recebeu convites de outras siglas, incluindo o Partido Novo.

Bolsonarismo vê Senado como prioridade

O interesse do grupo político de Bolsonaro em eleger senadores fiéis em 2026 tem explicação: o ex-presidente e seus aliados veem o Senado como espaço estratégico para conter o avanço de pautas consideradas “ativistas” do Supremo Tribunal Federal (STF) e avançar em propostas de reforma do Legislativo. Não à toa, Bolsonaro tem defendido abertamente a necessidade de garantir uma maioria conservadora no Congresso, especialmente no Senado.

A disputa pelo apoio de Jair Bolsonaro à única vaga ao Senado por Mato Grosso do Sul em 2026 está longe de ser definida. Por ora, Gianni Nogueira e Capitão Contar largam na frente com gestos públicos e movimentações estratégicas. Reinaldo Azambuja, Marcos Pollon e Luiz Ovando seguem na corrida, cada qual com seus desafios. A definição só virá mais perto da eleição, mas uma coisa é certa: quem tiver a bênção de Bolsonaro sairá com larga vantagem rumo ao Senado.