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Herdeiros do império Zahran aplicaram golpes milionários usando nome da família, aponta investigação

Esquema envolvia empresas de fachada, promessas de altos retornos e movimentação milionária de recursos

A investigação da Operação Castelo de Cartas revela que herdeiros do chamado império Zahran, uma das famílias mais poderosas do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso, estão no centro de um esquema de fraudes financeiras milionárias que lesou empresários em diferentes cidades do país.

Segundo a Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de São José do Rio Preto (SP), os irmãos Camilo Gandi Zahran Georges e Gabriel Gandi Zahran Georges teriam estruturado um sistema de empresas de fachada, utilizadas para atrair investidores com a promessa de retornos elevados, explorando o prestígio e a credibilidade associados ao sobrenome Zahran.

Embora a polícia ainda não tenha divulgado o valor total do golpe, as apreensões realizadas durante a operação indicam a dimensão financeira do esquema. Somente nesta fase, foram recolhidos mais de R$ 1,75 milhão em dinheiro, além de dez veículos de luxo, joias, relógios de alto valor e armas de fogo, bens que, segundo investigadores, são compatíveis com movimentações financeiras muito superiores.

As vítimas, conforme apurado pelo portal O Contribuinte, relatam prejuízos milionários e estão espalhadas por diferentes regiões, principalmente no interior paulista e no Centro-Oeste. A Deic apura crimes de estelionato comum e estelionato eletrônico, modalidade caracterizada como fraude digital.

Os investigados pertencem a uma família que construiu um verdadeiro império empresarial no Centro-Oeste, com forte atuação histórica nos setores de energia, gás e comunicação, incluindo o controle da Copa Gás, atualmente Copa Energia. O grupo também se notabilizou pela influência econômica e social, com ruas e avenidas de Campo Grande batizadas com nomes de membros da família.

Segundo a polícia, os irmãos não exerciam funções administrativas formais no grupo empresarial, mas recebiam dividendos e teriam se valido do sobrenome para conferir aparência de legitimidade às operações fraudulentas.

As investigações seguem em andamento, e novas vítimas ainda estão sendo identificadas. O valor total do prejuízo, segundo a Deic, pode alcançar patamares milionários.

Camilo Zahran segue foragido

Um dos apontados como líderes do esquema investigado, Camilo Gandi Zahran Georges, continua foragido da Justiça. Contra ele há um mandado de prisão temporária em aberto, expedido no âmbito da Operação Castelo de Cartas.

Até o fechamento desta matéria, Camilo não havia se apresentado às autoridades nem foi localizado pelas equipes policiais responsáveis pelo cumprimento da ordem judicial. A Deic informou que as diligências continuam para localizar o investigado e avançar nos desdobramentos da apuração.