O governo brasileiro, por meio do assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Segundo Amorim, a medida seria um “pretexto para intervenção” em território brasileiro.
A decisão do governo norte-americano foi anunciada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e deve entrar em vigor a partir do dia 5 de junho. O tema já teria sido discutido anteriormente entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Donald Trump.
De acordo com informações divulgadas pelo jornalista Paulo Figueiredo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, teria solicitado aos americanos a adoção da medida.
O governo Trump argumenta que a classificação das facções brasileiras como organizações terroristas faz parte de uma estratégia internacional de combate ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e ao financiamento de grupos armados violentos.
A posição do governo Lula, no entanto, gerou reação entre aliados da oposição, que defendem uma postura mais rígida no enfrentamento às facções criminosas que atuam dentro e fora dos presídios brasileiros.