O que deveria ser a missão do Poder Público, proteger a infância e defender os valores da família, vem sendo substituído por uma agenda ideológica que invade escolas, universidades e agora até conferências oficiais. No próximo dia 21 de agosto, às 18h, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) abrirá as portas do Complexo Multiuso 2 para sediar a Aula Magna preparatória da 4ª Conferência Estadual LGBTQIA+.
O tema da palestra não poderia ser mais polêmico: “Família, Afeto e Identidade: Construindo Pontes de Compreensão para Crianças Transgênero”, ministrada por Thamirys Nunes, presidente da ONG Minha Criança Trans.
O apoio oficial da defensoria pública, a presença do logotipo do Governo de Mato Grosso do Sul e de instituições públicas na arte de divulgação, além da utilização de um espaço público para tratar de crianças e transição de gênero despertam forte indignação. O que muitos veem como promoção de uma agenda ideológica perigosa, o poder público apresenta como “debate acadêmico”. A grande questão é: até onde vai a responsabilidade do poder público em se envolver em temas que afetam diretamente a formação das crianças e que deveriam ser tratados no seio familiar?
Ao carimbar seu apoio em um evento dessa natureza, defensoria e governo assumem o risco de serem acusados de patrocinar a doutrinação precoce e a confusão de valores em relação à infância. O evento, ao invés de construir pontes de compreensão, pode acabar ampliando a desconfiança entre famílias e instituições públicas, especialmente quando estas parecem assumir bandeiras que vão muito além de suas funções constitucionais.
Pais e setores da sociedade que prezam pela preservação da inocência infantil se sentem desrespeitados diante de uma palestra que coloca no centro do debate crianças e ideologia de gênero.

Cassy Monteiro denuncia evento sobre “crianças trans” em Campo Grande e aciona o Ministério Público
A primeira suplente de vereadora pelo PL em Mato Grosso do Sul, Cassy Monteiro, anunciou que irá protocolar uma representação no Ministério Público contra a realização de um evento sobre “crianças trans” em Campo Grande, promovido com apoio da Defensoria Pública e da Secretaria de Cidadania.
Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Cassy repudiou a iniciativa. Para ela, o evento propaga uma ideologia que coloca em risco a vida e a saúde de crianças e adolescentes.
“Crianças trans não existem. O que existem são meninos e meninas em formação sendo levados a acreditar que nasceram em corpos errados. Forçar uma criança com disforia a passar por uma transição não é ciência, é crueldade”, afirmou.
Segundo Cassy, estudos indicam que 88% dos jovens com disforia de gênero retomam naturalmente sua identidade biológica na adolescência. Ela também alertou que procedimentos de transição podem gerar danos irreversíveis, como infertilidade, depressão e ideação suicida.
A suplente questionou ainda o papel da Defensoria Pública ao apoiar o evento:
“Qual o sentido de um órgão que deveria proteger famílias vulneráveis financiar algo que pode destruir a vida de uma criança? Isso é violação do Estatuto da Criança e do Adolescente e um desvio de função”, destacou.
Mesmo sem ocupar atualmente um mandato, a suplente de vereadora Cassy Monteiro afirma que vai acionar o Ministério Público, solicitando investigação sobre o evento.
No requerimento, ela elenca quatro pontos principais a serem apurados:
1. Possível uso indevido de recursos públicos no financiamento da atividade;
2. Atuação da Defensoria Pública fora de sua finalidade institucional;
3. Eventual custeio da participação de uma palestrante ligada a uma ONG pró-infância trans;
4. Compatibilidade do evento com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
“Essas perguntas não podem ser ignoradas. Não dá para aceitar que órgãos que deveriam proteger nossas crianças patrocinem algo que pode destruí-las. Precisamos buscar todas as medidas possíveis para que deixem nossas crianças em paz”, finalizou.