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Investigados por morte de jovem em salto afirmam não lembrar de checagem de segurança

Os três responsáveis pela atividade de rope jump que terminou na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, alegaram à Polícia Civil não se recordar de quem era a função de instalar ou verificar os equipamentos de segurança antes do salto realizado no último sábado (13), em Limeira (SP).

Maria Eduarda morreu após ser lançada da Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, sem que a corda de segurança estivesse devidamente conectada ao sistema utilizado na atividade.

Em depoimento, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, afirmou que a equipe não possuía uma divisão formal de tarefas. Segundo ele, as verificações dos equipamentos eram realizadas coletivamente pelos integrantes do grupo, que cobrava R$ 180 por salto.

Ao ser questionado sobre quem seria o responsável pela instalação da corda ou pela conferência final dos dispositivos de segurança antes do salto da vítima, Egoroff disse não se lembrar. A mesma justificativa foi apresentada por Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, que declarou participar das checagens, mas afirmou não recordar se realizou a inspeção naquele momento específico.

Além de Egoroff e Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, também foi preso. Os três foram indiciados por homicídio com dolo eventual, caracterizado quando há assunção do risco de provocar o resultado.

Durante audiência de custódia realizada por videoconferência neste domingo (14), a Justiça determinou a conversão das prisões em flagrante para prisão preventiva. Com a decisão, os investigados permanecerão detidos enquanto respondem ao processo.

A defesa dos acusados informou que eles estão profundamente abalados com o ocorrido. Segundo o advogado Rafael Gomes dos Santos, o estado emocional dos envolvidos dificulta que expliquem com clareza a sequência dos acontecimentos que levaram ao acidente.

As investigações também apuram o desaparecimento de uma câmera que estaria com Maria Eduarda no momento do salto. O equipamento ainda não foi localizado e pode auxiliar no esclarecimento das circunstâncias da tragédia.

O corpo da jovem foi velado em Jandira, na Grande São Paulo, cidade onde residia. O sepultamento ocorreu na manhã deste domingo, no Cemitério Municipal, acompanhado por familiares e amigos.

Em nota oficial, a Prefeitura de Limeira manifestou pesar pela morte da jovem, prestou solidariedade aos familiares e informou que colaborará com as autoridades responsáveis pela apuração do caso.