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Justiça mantém presa médica apontada pelo Gaeco como uma das líderes da Operação Gutenberg

Segundo o Ministério Público, Olívia Paroschi Jafar integra o núcleo de comando da organização investigada na Operação Gutenberg.

A médica Olívia Paroschi Jafar, investigada na Operação Gutenberg, permanece presa após a Justiça negar um pedido liminar de habeas corpus apresentado por sua defesa. A decisão representa mais um desdobramento da investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos públicos estimados em R$ 27 milhões.

A decisão foi proferida pelo desembargador Waldir Marques, que indeferiu o pedido liminar e determinou que fossem requisitadas informações à magistrada responsável pela decretação da prisão preventiva.

Com isso, Olívia permanece presa enquanto o mérito do habeas corpus ainda será analisado pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Defesa tentou dois caminhos

Além do habeas corpus no Tribunal de Justiça, a defesa também apresentou um pedido de revogação da prisão preventiva diretamente no processo principal.

Entretanto, a juíza May Melke Penteado Amaral, do Núcleo de Garantias, deixou de analisar o pedido ao entender que ele foi protocolado de forma inadequada.

Na decisão, a magistrada afirmou que o requerimento provocaria “tumulto processual”, por ter sido apresentado em procedimento incompatível com esse tipo de manifestação processual.

Com isso, a prisão preventiva permanece integralmente válida.

Investigação aponta posição de liderança

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Olívia integra o núcleo considerado estratégico da organização investigada.

Para os investigadores, ela atuaria ao lado da mãe, Rossana Paroschi Jafar, e dos irmãos Felipe e Giovanni Paroschi Jafar na administração das empresas utilizadas no suposto esquema.

A família é apontada como um dos principais núcleos da Operação Gutenberg.

Rossana e Felipe permanecem presos. Giovanni segue com mandado de prisão preventiva pendente de cumprimento.

Próximos passos

Com a negativa da liminar, o habeas corpus continuará tramitando normalmente.

Antes do julgamento definitivo, a juíza responsável pelo processo de origem deverá prestar informações ao Tribunal de Justiça.

Somente após essa etapa os desembargadores analisarão o mérito do pedido para decidir se mantêm ou revogam a prisão preventiva.

Operação continua

A Operação Gutenberg investiga uma suposta organização criminosa suspeita de fraudar contratos públicos para aquisição de livros paradidáticos, além de possíveis crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo o MPMS, o grupo também teria utilizado a estrutura da regulação estadual da saúde para favorecer interesses relacionados aos contratos investigados.

As informações sobre a atuação de cada investigado correspondem à linha investigativa apresentada pelo Ministério Público. Até eventual julgamento definitivo, todos os envolvidos permanecem amparados pelos princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência