Petista suspendeu R$ 4,3 bilhões em verbas para a Defesa
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que suspendeu o repasse de R$ 4,3 bilhões ao Ministério da Defesa. Pouco mais de R$ 1 bilhão é totalmente dedicado à atuação do Exército nas fronteiras.
Flávio lamentou veementemente a decisão que dificulta a atuação dos militares nas fronteiras e beneficia o tráfico internacional de armas e drogas, após os esforços que culminaram na reclassificação das facções por parte do governo de Donald Trump.
— Aí fica difícil, Lula. Liberou geral. Depois de todo o trabalho que eu tive para que o governo americano classificasse o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas, você vem agora e deixa as fronteiras do Brasil completamente abertas, expostas — declarou.
O parlamentar ressaltou ainda a importância das fronteiras na rota do crime e a importância da presença massiva de agentes de segurança para dificultar a atuação dos narcoterroristas.
— O Brasil não produz cocaína, o Brasil não fabrica a maior parte do armamento pesado usado pelas facções. Tudo isso entra pelas fronteiras, que agora o Exército ficou sem dinheiro para controlar — disse.
Apesar de demonstrar indignação com a decisão da atual gestão federal, Flávio se mostrou otimista com relação às eleições de outubro deste ano e mandou um recado às organizações criminosas que atuam no país.
— Fica aqui um recado para a bandidagem: aproveitem que o Lula liberou geral a fronteira e metam o pé, porque esse Brasil refém do crime tem data para acabar: dia 1º de janeiro. Vocês não vão ter para onde correr — finalizou.
A atuação do Exército não inibe apenas o tráfico de armamento e entorpecentes, mas também combate ações de desmatamento e o garimpo ilegal na Região Amazônica. A Operação Ágata apreendeu, até agora em 2026, mais de 15 toneladas de drogas, além de desmantelar 62 dragas de garimpo ilegal e outras 117 balsas.
As ações nas fronteiras são coordenadas majoritariamente pelo Comando Militar do Leste e pelo Comando Militar da Amazônia. As corporações atuam em fronteiras com os principais produtores de cocaína do continente: Bolívia, Colômbia e Peru. O Ministério da Defesa não se manifestou sobre a decisão.
Veja vídeo publicado por Flávio Bolsonaro: