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Lídio Lopes surpreende, rejeita chapões e aposta no Avante

Movimento fortalece o Avante na disputa proporcional em Mato Grosso do Sul

O deputado estadual Lídio Lopes definiu seu futuro político: vai se filiar ao Avante e disputar a reeleição pela sigla. A decisão foi tomada a poucos dias do fechamento da janela partidária e foi confirmada nos bastidores ao Portal O Contribuinte.

Primeiro-cavalheiro de Campo Grande e um dos nomes mais influentes da política local, Lídio foi alvo de uma série de convites nas últimas semanas. Entre os interessados estavam o PL e o PP, ambos integrantes da ampla coalizão que sustenta o governo estadual.

Essas siglas, inclusive, caminham alinhadas ao projeto de reeleição do governador Eduardo Riedel, que é filiado ao PP e articula uma base robusta para 2026. Ainda assim, Lídio optou por seguir um caminho próprio, longe das chamadas “mega chapas”.

Estratégia própria e ambiente favorável

A escolha pelo Avante não é aleatória. O partido vem se consolidando como uma sigla alinhada à base da prefeita Adriane Lopes em Campo Grande e já conta com dois vereadores na Capital: Leinha e Wilson Lands.

Wilson, inclusive, é conhecido nos bastidores pela proximidade tanto com Lídio quanto com Adriane, o que reforça o ambiente político favorável dentro da legenda.

A movimentação indica uma estratégia clara: evitar disputas internas em chapas superlotadas e garantir melhores condições de reeleição em um partido com estrutura mais enxuta e alinhamento político local.

Decisão em meio à reta final da janela

A definição ocorre em um momento decisivo do calendário político. Com a janela partidária se aproximando do fim, deputados estaduais intensificam articulações para montar chapas competitivas e preservar seus espaços.

No caso de Lídio, a escolha pelo Avante sinaliza uma aposta em estabilidade eleitoral, capital político consolidado e menor risco dentro da disputa proporcional.

Dança das cadeiras na ALEMS entra na reta final

A pouco mais de uma semana do fechamento da janela partidária, o cenário na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul caminha para consolidação, com a maioria dos deputados focada na reeleição.

O PL desponta como principal força neste ciclo, montando uma “mega chapa” com nomes como Paulo Corrêa, Zé Teixeira, Márcio Fernandes, Coronel David e Lucas de Lima. A deputada Mara Caseiro deve disputar vaga na Câmara Federal, enquanto Neno Razuk também mira Brasília.

O PSDB mantém sua base com Jamilson Name, Lia Nogueira e Caravina, além de receber Paulo Duarte.

No MDB, a principal novidade é o retorno de André Puccinelli, que deve disputar novamente e dar peso à chapa, ao lado de Júnior Mochi e Renato Câmara.

Já o PT mantém sua estrutura com Gleice Jane, Zeca do PT e Pedro Kemp. O PP segue com Gerson Claro e Londres Machado.

Outras movimentações incluem Rinaldo Modesto no União Brasil, Pedrossian Neto no Republicanos e Roberto Hashioka disputando vaga federal.

Na contramão, João Henrique Catan é o único, até agora, a assumir publicamente a disputa pelo governo estadual, após se filiar ao Novo.

O cenário indica estabilidade e baixa margem para surpresas — embora, como sempre na política, movimentos de última hora ainda possam redesenhar o tabuleiro.