O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou nesta terça-feira (23) na 79ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, e usou o espaço para fazer críticas à oposição no Brasil, à política externa dos Estados Unidos e para reforçar sua defesa da democracia.
Ao longo da fala, Lula foi aplaudido em diversos momentos e chegou a ser ovacionado ao defender Cuba contra sanções internacionais. Confira os principais pontos:
Defesa do Judiciário e crítica à direita
Lula disse que “a agressão contra a independência do Judiciário é inaceitável” e que “não há pacificação com impunidade”. O presidente exaltou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que “falsos patriotas arquitetam publicamente ações contra o Brasil”.
Ele acusou ainda a extrema direita de atuar de forma “subserviente e saudosa de antigas hegemonias”.
Defesa de Cuba
O presidente classificou como inadmissível a inclusão de Cuba na lista de países que patrocinam o terrorismo.
“É inadmissível que Cuba seja listada como país que patrocina terrorismo”, afirmou. A declaração foi recebida com aplausos na plenária da ONU.
Contra sanções e intervenções externas
Lula criticou a política externa dos Estados Unidos e do ex-presidente Donald Trump, destacando que sanções arbitrárias e intervenções unilaterais se tornaram regra.
“Atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando regra”, disse.
Criminalidade não é terrorismo
O presidente alertou para o risco de confundir crime comum com terrorismo, afirmando que a prática é perigosa e pode ser usada como ferramenta política.
Regulação da internet
Lula também defendeu a regulação das plataformas digitais.
“A internet não pode ser terra sem lei”, declarou. Para ele, os ataques à regulação escondem interesses escusos.
“Regular não é restringir a liberdade de expressão, é garantir que o que já é ilegal no mundo real seja tratado assim também no ambiente virtual”, completou.